O governador da Bahia, Rui Costa (PT), criticou, durante entrevista para Rádio Bandeirantes na manhã desta terça-feira (6), o caminho adotado pelo ministro Kássio Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), de conceder liminar autorizando o retorno presencial das atividades religiosas nos estados.
A decisão de Nunes Marques, publicada no último sábado (3), proibiu que estados, municípios e o Distrito Federal editem normas de combate à pandemia que proíbam completamente celebrações religiosas presenciais.
A medida é um afago do ministro escolhido por Bolsonaro na principal base de apoio do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido)
“No meu entender, não deveria ser algo definido por liminar judicial, uma vez que tem haver com situação da pandemia em cada cidade e em cada estado. Em todo mundo o grau de restrição é proporcional ao avanço da doença. Muitos locais de eventos religiosos no Brasil, eu diria em sua maioria, são ambientes improvisados. Locais adaptados de garagem, galpão. Em geral tem ar condicionado, o que facilita a contaminação”, pontuou Costa.
O chefe do executivo estadual afirmou que a decisão do ministro do STF deveria ser tomada levando em conta os pareceres da “medicina e da ciência”, e não através de debates de cunho “político ou religioso”.
Leia mais em:
Leia mais em:
Presidente e vice do STF devem derrubar ‘liberou geral’ dos templos religiosos
Gilmar Mendes deve derrubar decisão de Kássio Marques hoje
Presidente da FNP cobra Fux sobre decisão de Nunes Marques
Marco Aurélio crítica decisão do ‘novato’ de liberar cultos: “pobre judiciário”
Cidadania entra no STF pra derrubar ‘liberou geral’ dos templos religiosos
Isidório defende liminar que libera cultos e critica: “inferno da Esquerda, Direita ou Centro”



