Após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Kássio Nunes Marques, colocar o funcionamento das atividades religiosas de fora da alçada de governadores e prefeitos, o Cidadania entrou com um mandando de segurança coletivo no Supremo para derrubar decisão do ministro, que provocou uma série de reabertura de igrejas no domingo de Páscoa pelo país, mesmo em locais onde o índice de ocupação de UTI e de contaminados pelo novo coronavírus está nas alturas.
O presidente do partido, Roberto Freire, classificou decisão como “equivocada” e um “atentado contra a saúde dos brasileiros“.
A decisão de Nunes Marques, publicada no último sábado, proibiu que estados, municípios e o Distrito Federal editem normas de combate à pandemia que proíbam completamente celebrações religiosas presenciais. A medida é um afago do ministro escolhido por Bolsonaro na principal base de apoio do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).
Um dos principais líderes evangélico do país, o pastor Sillas Malafaia, da ADVEC (Assembleia de Deus Vitória em Cristo), que criticou a escolha de Kássio Marques ao STF, agradeceu o ministro em postagem em sua rede social.
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), foi o primeiro a insurgir-se contra decisão do STF
Kalil foi criticado pelo líder da ADVEC:
Intimação
Ao saber da decisão de Alexandre Kalili, o ministro Kássio Marques intimou o prefeito de BH para que cumpra sua decisão. O não cumprimento pode provocar multa de R$ 100 mil ao dia.
“Intime-se a Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais para garantia do cumprimento da liminar deferida nestes autos, caso haja eventual resistência da autoridade municipal ou de seus funcionários em cumpri-la”,
Nunes Marques