O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, voltou a tecer críticas contra o “novato” da Suprema Corte do Brasil, neste domingo (4).
Mello não gostou da decisão monocrática de Marques, que, no último sábado (3), atendeu ao pedido da ação movida pela ANJE (Associação Nacional de Juristas Evangélicos), que reúne advogados ligados às igrejas evangélicas.
Comentou o ministro do Supremo ao Estadão:
“O novato, pelo visto, tem expertise no tema. Pobre Supremo, pobre Judiciário. E atendeu a Associação de juristas evangélicos. Parte legítima para a ADPF? Aonde vamos parar? Tempos estranhos!”
Reação
O Cidadania entrou com um mandando de segurança coletivo no Supremo para derrubar decisão do ministro, que provocou uma série de reabertura de igrejas no domingo de Páscoa pelo país, mesmo em locais onde o índice de ocupação de UTI e de contaminados pelo novo coronavírus está nas alturas.
O presidente do partido, Roberto Freire, classificou decisão como “equivocada” e um “atentado contra a saúde dos brasileiros“.
A decisão de Nunes Marques, publicada no último sábado, proibiu que estados, municípios e o Distrito Federal editem normas de combate à pandemia que proíbam completamente celebrações religiosas presenciais. A medida é um afago do ministro escolhido por Bolsonaro na principal base de apoio do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).
Um dos principais líderes evangélico do país, o pastor Sillas Malafaia, da ADVEC (Assembleia de Deus Vitória em Cristo), que criticou a escolha de Kássio Marques ao STF, agradeceu o ministro em postagem em sua rede social.
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), foi o primeiro a insurgir-se contra decisão do STF. Ele disse que não iria cumprir nova recomendação do ministro do Supremo.
Ao saber da decisão de Alexandre Kalili, o ministro Kássio Marques intimou o prefeito de BH para que cumpra sua decisão.
O não cumprimento pode provocar multa de R$ 100 mil ao dia.
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