Em meio à guerra de narrativa acerca da guerra urbana, Juca Aleixo volta mais uma vez, apesar das orações contrárias, para tratar dos caminhos da política baiana, e também dos descaminhos…
Sem acordo
A federação do União Brasil com o PP ia de vento em polpa até Lula entrar na jogada e pedir carinhosamente, como sempre faz, para Davi Alcolumbre e Luciano Bivar arquivarem a ideia. Bem que ACM Neto tentou demover os dois do plano de abortar o movimento e realizar logo a federação, almejando seu quinhão de poder no comando do agrupamento no estado, mas não teve jeito. Pedido de presidente da República é uma ordem.
Sem ministério
O loteamento feito por Lula acreditando que com isso teria uma base sólida no Congresso Nacional já está sendo alvo de críticas internamente. Os petistas que endossaram o discurso revanchista e anti-centrão estão sendo culpados pelo governo está à deriva, sobrevivendo de agendas positivas de programas que não passam de roupas de vitrines, servindo apenas para demonstrar o que não há em estoque. A situação deve piorar com o movimento do presidente da Câmara de fornecer aos oposicionistas relatorias e espaços privilegiado em comissões chaves. A Reforma Tributária, uma das promessas da campanha de Lula, já é colocada como carta fora de baralho por alguns parlamentares. A avaliação é de quem sem uma base para negociar de igual, a chance do texto ser mais nos moldes do empresariado e menos do governo é altíssima. Há quem garanta que o próprio Lula está pagando o preço do revachismo.
Fim do luto
O retorno de ACM Neto ao cenário político com duras críticas ao governo e ao governador mostra que acabou o período do luto e que ele não irá esperar os 100 dias para começar o seu movimento de Oposição. A avaliação é de que o governo não conseguiu, ao menos em Salvador, manter uma boa imagem de gestão e que apostar no desgaste desde agora poderá amplificar o problema e colar em Jerônimo Rodrigues o carma de descaso de governadores petistas com a segurança pública. A guerra entre facções com reflexo nas ruas tende a aprofundar a crise no sistema e colocar o governador na vitrine com uma frequência não esperada de crises para um início de gestão. A lua de mel da vitória acabou antes do esperado.
Nomeado
Coordenador da campanha de Jerônimo Rodrigues, o vereador Henrique Carballal deve assumir uma função estratégica na gestão estadual. O cargo de 2º escalão tem braços e pernas para atuar em Salvador, reduto ao qual deverá desempenhar o mesmo papel que teve em 2022. A meta é repetir o sucesso de 2022, basta saber se vai ter caixa para isso.
Agente duplo?
O presidente da Câmara de Salvador deixou claro que seu acordo não é com o governador e seu grupo, mas com o vice-governador. Não sendo ele candidato em Salvador, o mesmo poderá apoiar o próprio prefeito que irá à reeleição. Em que pese o pragmatismo da decisão, não deixa de chamar atenção o comportamento pouco claro em qual espectro ele transita. Há quem diga que em nenhum, já outros garante que nos dois espectros políticos…
Traição amarga
Corre nos corredores da ALBA que o deputado que Tom Araújo ajudou a eleger não teve solidariedade com ele e votou na esposa do ministro. A informação está sendo ventilada por um colegada de bancada. Há quem diga que o deputado em questão se fiou no fato de Tom não ter conseguido tornar-se competitivo para chancelar a ida de Aline Peixoyo. Fato é que traição está para além da vitória ou da derrota, principalmente vinda de berço, de quem só está na cadeira hoje por força do apoio recebido.
Queimação
Alguns vereadores que votaram a favor do veto do prefeito que acabou com o benefício dos servidores da Câmara e aposentados da Casa prometem cobrar um preço alto do prefeito. O motivo é que quase todos serão incluídos na lista negra dos trabalhadores da Casa. Muitos servidores planejam na boca da eleição divulgar quem apoiou o fim do auxílio para evitar que os apoiadores da retirada de direito voltem a ser chamados de edis. A abstenção chamou atenção. Há gente que não é capaz de tudo pelo gestor. Os sábios sabem que apoio tem limite.
Vai para perder?
O debate da candidatura com o apoio do governador à Prefeitura de Salvador também passa pelo cálculo político da derrota. Conscientes da missão hercúlea de enfrentar um prefeito que tem um orçamento bilionário para diluir em mais de 100 ações e um cabo eleitoral forte, a dúvida que emerge é se a tal candidatura terá o apoio de todos os partidos da aliança e recursos econômicos e de mão de obra para executar a tarefa do enfrentamento de igual para igual. A base econômica da campanha, segundo dizem, não está disposta a fazer em 2024 o sacrifício feito em 2022, ainda não quitado, podendo fazer um acordo ganha-ganha com que está no poder. A pergunta que emerge é a seguinte: quais nomes estariam dispostos a irem para perder?
Pedido indecoroso
Há quem defina como indecoroso o pedido do presidente da Câmara de Salvador para ingressar no PL. A escolha da candidatura ou não, segundo dizem, será feita de cima para baixo, levando em conta o benefício de uma aliança e o custo de uma candidatura. Amante da calmaria, Valdemar da Costa Neto não fará objeção de não ter candidato a prefeito em cidades onde pode eleger muitos vereadores.
Ponte para o futuro
Jerônimo Rodrigues anda cobrando auxiliares e o núcleo gestor celeridade nas ações envolvendo à Ponte Salvador-Itaparica. O gestor espera adiantar várias etapas da do equipamento faraónico e na China cobrará celeridade para execução aos representantes do consórcio. Os boatos dão conta de que o governador acredita que a Ponte poderá ser não só o seu triunfo para 2026, mas o equipamento que será a marca de sua gestão na história.
Os presidentes
A vitória de Aline Peixoto na disputa ao TCM alvoroçou muitos ‘pais da criança’. Deputados com mais de um mandato estão formando silenciosamente uma base de apoio na Casa, almejando o comando do Legislativo em 2025. Alguns usam como trunfo a proximidade com o governador, já outros, com o ministro. Há quem diga que o governador e o ministro têm visões diferentes para Casa, e o eventual voto de minerva poderá sair do Senado, quer seja para mudar ou para ficar tudo como está…



