Jerônimo critica ausência de Bruno Reis em agenda com Lula no Carnaval e diz que ignorar presidente é “desmerecer o evento”

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Governador afirma que presença do chefe do Executivo federal deve ser tratada como gesto institucional, independentemente de divergências políticas, e defende que festa seja reconhecida como ativo estratégico para a economia baiana.

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) fez uma crítica contundente, neste domingo (15), à ausência do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil) , nos compromissos ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o Carnaval da capital baiana. Em entrevista no circuito Osmar, um dia após a passagem do chefe do Executivo federal pela festa, o petista afirmou que ignorar a presença do presidente da República em um evento dessa dimensão é um equívoco institucional.

Sem citar diretamente o nome do prefeito, Jerônimo disparou: “Misturar as coisas e ignorar a presença de um presidente da República numa festa dessa dimensão é desmerecer o evento”.

O governador defendeu que a visita de Lula deve ser tratada como um reconhecimento à organização da festa e às condições de segurança oferecidas pelo Estado, independentemente das divergências políticas entre as autoridades. “Mesmo que eu não concorde com você, que eu não vote no senhor, o senhor veio prestigiar o Carnaval da Bahia. Isso precisa ser reconhecido”, declarou.

Jerônimo também reforçou o papel estratégico do Carnaval para a economia baiana, com impacto direto na geração de emprego e renda. “Nós queremos vender o Carnaval da Bahia como o mais cultural e mais tranquilo do mundo. Isso gera renda para artistas, ambulantes, trabalhadores e fortalece o turismo”, afirmou.

O governador destacou ainda a presença de representantes de diferentes partidos, inclusive do PL, durante a festa, e defendeu que o evento sirva como espaço de convivência democrática. “Espero que tenham levado uma boa impressão e que tenham sido bem cuidados”, pontuou.

Ao final, reiterou que a prioridade deve ser a promoção do evento e o reconhecimento das autoridades que comparecem à celebração. “Se nós queremos vender bem o Carnaval da Bahia, temos que reconhecer quem vem. O Carnaval é do povo”, concluiu.

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