Bruno Reis rechaça críticas de Kleber Rosa sobre patrocinador

Compartilhe essa notícia!

Durante balanço do terceiro dia de Carnaval, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), rechaçou de forma incisiva neste domingo (15) as críticas do ex-candidato à prefeito da capital baiana, Kleber Rosa (PSOL), em relação ao patrocínio da festa de Momo. Durante a saída do Ilê Aiyê no último sábado (14), o psolista classificou o modelo do Carnaval soteropolitano como um “apartheid social”. Em entrevista à imprensa o alcaide defendeu as políticas de inclusão da prefeitura e disse que as críticas demonstram desconhecimento sobre o suporte oferecido aos trabalhadores e às entidades de matriz africana.

 “Isso mostra um desconhecimento total do que é o Carnaval e do que a gente tem feito por todos os trabalhadores. Nenhum outro governo fez tanto, inclusive eles, quando tiveram a oportunidade de governar cidades, não têm políticas que deem tanto apoio e promovam a igualdade social e racial como nós”, declarou.

O chefe do Palácio Thomé de Souza pontuou que o modelo de financiamento do Carnaval, baseado em recordes de patrocínios privados, é justamente o que permite a democratização da festa e o investimento direto na cultura negra. De acordo com Reis, as marcas parceiras, como a Brahma e o iFood, viabilizam a contratação de grandes atrações e o suporte financeiro aos blocos afros, que em 2026 receberam aportes significativos da gestão municipal e estadual.

“Se hoje todas as atrações, inclusive o custo dos blocos afros — que a prefeitura investiu muito apoiando todos —, estão custeadas, é graças a esse modelo. Posso assegurar que o que a gente arrecada de patrocínio é superavitário em relação ao que pagamos para as bandas e blocos afros”, afirmou.

O chefe do Executivo soteropolitano ainda defendeu a liberdade das empresas em investir no evento e agradeceu a confiança dos patrocinadores, ressaltando que a capital baiana é a única cidade do país a atingir tal volume de parcerias privadas para o Carnaval. Segundo o gestor, o apoio das marcas não exclui o caráter popular da festa, mas o sustenta.

“O patrocinador, quanto mais, melhor, a gente não obriga ninguém a patrocinar. É um desejo livre e espontâneo. Esse ano batemos recorde no número de patrocinadores, nenhuma festa no Brasil tem isso. Se temos um principal patrocinador, nós temos que agradecer”, acrescentou ao defender que esses recursos garantem a gratuidade de centenas de apresentações para o folião “pipoca”.

Ao finalizar, Bruno Reis reiterou que a cidade vive um momento de protagonismo racial no Carnaval, com circuitos como o Batatinha e o Osmar (Campo Grande) recebendo uma grade artística potente e infraestrutura de ponta. Ele ainda destacou que o debate sobre a inclusão deve ser feito com base em números e ações concretas, e não apenas com retórica política.

 “Nossa gestão tem o compromisso de cuidar do nosso patrimônio cultural. Quem conhece o Carnaval sabe que hoje o trabalhador e o artista afro-baiano têm um suporte que é referência para o Brasil inteiro”, concluiu.

Deixe seu comentário

guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Últimas