Secretário de Segurança Pública detalha esquema com 37 mil agentes, três refeições diárias e lanches extras, e lamenta politização de questões operacionais: “Nosso patrimônio são os homens e mulheres da segurança”.
O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, rebateu com firmeza, neste domingo (15), as críticas de setores da oposição bolsonarista sobre a qualidade da alimentação oferecida aos policiais durante o Carnaval. Em balanço operacional, o gestor classificou a estrutura montada como uma “logística de guerra” e garantiu que o bem-estar dos agentes é prioridade absoluta da gestão.
“É uma logística literalmente de guerra em tempo de paz para recepcionar somente em Salvador quase 4 mil policiais militares, além de peritos, bombeiros e policiais civis. Temos o maior cuidado com o nosso bom patrimônio, que são os homens e as mulheres que fazem a segurança pública”, afirmou Werner.
O secretário esclareceu que existe um protocolo nutricional rigoroso para compensar o desgaste físico da maratona da folia. “Temos as três alimentações garantidas e os lanches entre as refeições. Não há substituição de refeição por lanche. O lanche é um acréscimo porque o profissional é digno e precisa desse cuidado de hidratação e saúde”, explicou.
Werner revelou ainda que a pasta aplica pesquisas diárias de satisfação com os próprios servidores para ajustar melhorias nos alojamentos e na alimentação. Para ele, o investimento no bem-estar do policial impacta diretamente na qualidade do serviço prestado à população.
“A gente tem tido o maior cuidado e, ano a ano, fazemos essa pesquisa para entender o que pode ser melhorado. O lanche continuará sendo fornecido com qualidade. É nossa responsabilidade cuidar de quem cuida da sociedade”, reforçou, destacando que assistência psicológica e capacitação contínua também integram o pacote.
O titular da SSP lembrou que a estrutura de 2026 é a maior da história, com 37 mil agentes mobilizados em todo o estado, o que exige planejamento logístico sem precedentes. Ele lamentou que questões operacionais sejam alvo de politização, mas garantiu que o foco permanece na proteção dos profissionais.
“Sabemos o quanto é exaustiva essa maratona. Os policiais se dedicam e passam muito tempo ali, por isso o cuidado nutricional e de saúde continuará sendo prioridade absoluta até o último dia da festa”, concluiu Werner.



