O senador e vice-líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados, Jaques Wagner, classificou o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, como um “mentiroso”.
Cunha afirmou, em seu livro de memórias, escrito por sua filha Danielle Cunha e com previsão de ser lançado no primeiro semestre, que Wagner teria oferecido proteção no Conselho de Ética para evitar sua cassação e até a chance de transformar o ex-vice presidente da República, Michel Temer (MDB), em ministro da Justiça, em troca engaveta o impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), ocorrido em 2016.
A cassação de Cunha acabou ocorrendo em 2016, após aprovar o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
Ele acabou preso meses depois a mando do então juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.
“O ex-deputado, mais uma vez, mente. Realmente conversamos algumas vezes. E não há nada de errado nisso. Ele era o Presidente da Câmara e eu o Ministro-Chefe da Casa Civil. Mas o que aconteceu foi justamente o contrário. Ele estava pressionado pelo Conselho de Ética e propôs segurar o processo de impeachment caso o PT votasse com ele”
Jaques wAGNER
O vice-líder do PT explicou, em nota enviado ao OFF News, que se aceitasse a proposta do então presidente da Câmara, deixaria o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) “à mercê de um chantagista”.
“A posição que eu manifestei a ele, com o aval da Presidenta da República, é que não ficaríamos à mercê de um chantagista. E não aceitamos o que ele propôs. O restante da história, todo mundo conhece”
Jaques Wagner
Este é o ex-governador da Bahia e atual senador da República, Jaques Wagner (PT):

Leia mais em:
Cunha diz em livro que Dilma era vigiada pelo comandante do Exército
Cunha diz que Wagner ofereceu blindagem e ministério para salvar Dilma
Cunha acusa José Carlos Araújo de cobrar R$ 3 mi para ele não ser cassado



