Cunha diz em livro que Dilma era vigiada pelo comandante do Exército

Roberto Stuckert PR

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Trechos obtidos em primeira mão e divulgado na Revista Veja nesta sexta-feira, (2), mostram que, no livro de memórias que está para ser lançado no primeiro semestre de 2021, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB) – que recebeu nesta semana o aval para cumprir pena em casa -, acusa o Exército Brasileiro de espionar a então presidente da República, Dilma Roussef (PT).

O ato ilegal teria sido coordenado pelo então comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, que tinha informantes no Palácio do Planalto.

“Ele demonstrava conhecer a rotina do palácio com uma desenvoltura que não seria possível sem fontes internas (…). A conclusão a que eu cheguei era que Dilma não sabia, mas era vigiada o tempo todo dentro do palácio. Até visitas que recebia, telefonemas a que atendia, tudo era do conhecimento dos militares.”

Eduardo Cunha

Em outro parte do livro, o deputado do MDB, cassado em 2017 após processo da operação Lava Jato demostrar o seu envolvimento em vários esquemas de corrupção, afirma que o empresário e dono da rede de frigoríficos FriBoi, Joesley Batista, confidenciou a ele que o governo do PT havia lhe pedido dinheiro vivo para comprar deputados e tentar barrar o impeachment da presidente Dilma Roussef (PT) em 2016.

“Ele me disse que, como já tinha escolhido o lado favorável ao impeachment, iria enrolar os interlocutores para não dar nada para eles.”

Eduardo Cunha

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