O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (EX-PMDB), afirma em livro a ser lançado no primeiro semestre que o senador do PT, Jaques Wagner, ofereceu uma série de benefícios para evitar que aceitasse o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Roussef (PT).
Wagner, segundo Cunha no livro de memória, teria oferecido proteção no Conselho de Ética para evitar sua cassação e até a chance de transformar o ex-vice presidente da República, Michel Temer (MDB), em ministro da Justiça. Ele conta que uma ocasião, devido o acirrar de ânimos provocado pela tensão do momento, quase um dos encontros termina em agressão.
A informação foi divulgada em uma matéria especial da revista Veja desta sexta-feira (1), após receber em primeira mão trechos da obra a ser lançada.
Em outro parte do livro, o deputado do PMDB, cassado em 2017 após processo da operação Lava Jato demostrar o seu envolvimento em vários esquemas de corrupção, afirma que o empresário e dono da rede de frigoríficos FriBoi, Joesley Batista, confidenciou a ele que o governo do PT havia lhe pedido dinheiro vivo para comprar deputados e tentar barrar o impeachment da presidente Dilma Roussef (PT) em 2016.
“Ele me disse que, como já tinha escolhido o lado favorável ao impeachment, iria enrolar os interlocutores para não dar nada para eles.”
Eduardo Cunha
Leia mais em:
Cunha diz em livro que Dilma era vigiada pelo comandante do Exército



