O deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (EX-PMDB), acusa o ex-deputado estadual e atual presidente do PL Bahia, José Carlos Araújo, de cobrar R$ 3 milhões para salvá-lo da cassação no conselho de Ética. Araújo usaria da influência como presidente da Câmara para construir um relatório que favorecesse o deputado do então PMDB do Rio.
A cassação de Cunha acabou ocorrendo em 2016, após aprovar o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
Ele acabou preso meses depois a mando do então juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.
“O ex-parlamentar [Cunha] aponta também na direção de ex-integrantes do Conselho de Ética da Câmara que teriam tentado extorqui-lo. Cunha acusa o então presidente do colegiado, o ex-deputado José Carlos Araújo, de lhe pedir 3 milhões de reais para a campanha seguinte, por meio do também ex-deputado Sandro Mabel. Se topasse, poderia interferir na escolha do relator de seu processo no colegiado”, diz trecho da reportagem publicada nesta sexta-feira na revista Veja.
PT
O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (EX-PMDB), afirma em livro a ser lançado no primeiro semestre que o senador do PT, Jaques Wagner, ofereceu uma série de benefícios para evitar que aceitasse o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Roussef (PT).
Wagner, segundo Cunha no livro de memória, teria oferecido proteção no Conselho de Ética para evitar sua cassação e até a chance de transformar o ex-vice presidente da República, Michel Temer (MDB), em ministro da Justiça. A informação foi divulgada em uma matéria especial da revista Veja desta sexta-feira (1), após receber em primeira mão trechos da obra a ser lançada.
Este é o ex-deputado e presidente da Câmara, Eduardo Cunha:

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