Bolsonaro vê os jornalistas e veículos de comunicação como inimigos

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O presidente do Sinjorba (Sindicato dos Jornalistas da Bahia),  Moacy Neves, criticou os vetos do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), ao artigo que estabelecia a necessidade da divulgação de licitações em jornais de grande circulação e do trecho da lei que estabelecia à obrigação da empresa contratada de divulgar em seu site e manter à disposição do público o inteiro teor dos contratos e seus aditamentos com o poder público. Ambas práticas buscavam reafirmar os princípios da Administração Pública de Transparência e Publicidade.

“O Ataque aos veículos de comunicação, que é uma tônica desse governo, atacar tanto os veículos de comunicação como atacar os profissionais que trabalham nesses veículos. A medida dos editais visa claramente enfraquecer os veículos de comunicação que já passam por uma crise enorme”

Moacy Neves

Enquanto ataca veículos da imprensa profissional, que não se limitam aos elogios ao Palácio do Planalto, Bolsonaro investe pesado na mídia amiga do governo. Neves explica: “Aconteceu um crescimento da verba publicitária para aquelas televisões e aqueles programas de televisão que fazem a defesa do governo dele, assim como aqueles outros sites de notícias ligados a rede bolsonarista”. 

Moacy lembra que o ataque quase que diário e sistemático do chefe do executivo federal é fruto de sua visão da imprensa como adversária do seu governo. Ele lembra que em 2019 Bolsonaro baixou uma medida para atingir os profissionais de comunicação, suspendendo a necessidade dos registros profissionais para o exercício da profissão.

“Em governos autoritários, como é o governo Bolsonaro, um governo autoritário, prepotente e arrogante, a imprensa é sempre um adversário. Ele vê sempre os jornalistas e veículos de comunicação como inimigos: “então, vamos destruir os inimigos”. 

MOACY NEVES

O presidente do Sinjorba também criticou o veto à transparência ativa por parte das empresas contratadas pelo poder público, que Jair Bolsonaro fez o favor de liberar da obrigação de “divulgar em seu site e manter à disposição do público o inteiro teor dos contratos e seus aditamentos com o poder público”.

“Favoreceu ao empresariado que considera publicizar o que se faz com dinheiro público um ônus. Então, o empresariado quer ganhar o dinheiro, que é público, e que portanto exige transparência, mas não quer ter o ônus de bancar à publicidade do que se faz com o dinheiro público”, desabafa Neves.

Os vetos serão apreciados pelo Congresso Nacional

Leia mais em:

Com vetos à transparência e publicidade, Lei de Licitações é sancionada

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