Em entrevista à rádio Baiana FM nesta sexta-feira (24), o secretário de Relações Institucionais da Bahia (Serin), Adolpho Loyola, disse que ainda pode ter novas exonerações na Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), após a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, revelar um esquema de corrupção na unidade.
Em deleção premiada com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), a ex-gestora detalhou um suposto esquema envolvendo o ex-deputado federal Uldurico Júnior (MDB) e integrantes de uma organização criminosa atuante na região, que culminou na fuga de 16 detentos do presídio.
“Se tiver que cortar corta. É bom se dizer que Seap apoiou essa investigação do Ministério Público doa a quem doer. Uldurico fez os males que fez, está pagando, é um problema da Justiça agora. A Seap afastou quem tinha que ser afastado, com o secretário José Castro junto com o Ministério Público. Agora isso é uma questão de Justiça, não vamos fazer juízo de valor, vamos esperar as operações da Justiça. Nós não coadunamos dessas atitudes irresponsáveis que o ex-deputado fez”, declarou.
De acordo com Joneuma, o grupo teria atuado inicialmente na captação de votos entre presos provisórios, familiares e contatos externos. O esquema que foi descoberto pelo MP-BA envolveria pagamento de R$ 100 por voto, intermediado por integrantes da facção. Ainda segundo a ex-diretora da unidade, sua nomeação para o cargo, inclusive, teria acontecido de forma estratégica, com o objetivo de facilitar interesses dentro do presídio.
Após perder a eleição municipal de 2024 em Teixeira de Freitas, o Uldurico Jr. teria pressionado por recursos, culminando em um acordo de R$ 2 milhões com a facção para facilitar a fuga de detentos. O ex-deputado foi preso na última quinta-feira (16), em Praia do Forte, no Litoral Norte da Bahia.


