Publicitário critica uso político de pesquisas eleitorais e afirma que disputa na Bahia está sendo antecipada de forma precoce

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Robson Wagner defende que levantamentos deveriam ser ferramenta interna de planejamento e ironiza candidatos que só aceitam resultados favoráveis; sobre cenário estadual, diz que discussão sobre chapas começou “muito cedo”.

SALVADOR – O publicitário e analista político Robson Wagner criticou, nesta segunda-feira (6), o uso público das pesquisas eleitorais como ferramenta de campanha e afirmou que a sucessão estadual na Bahia tem sido debatida de forma antecipada. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Sociedade da Bahia.

“Eu sou um defensor de que a pesquisa deveria ser um instrumento de uso absolutamente interno para planejamento e correção do planejamento eleitoral”, afirmou Robson. Na avaliação do publicitário, as pesquisas passaram a ser utilizadas no Brasil como um mecanismo de valorização ou deslegitimação de candidaturas, a depender do resultado apresentado. “As pesquisas eleitorais no Brasil viraram um instrumento para se diferenciar na campanha”, disse.

Ironia aos “medinhos”

Robson Wagner também ironizou o comportamento de alguns candidatos diante dos números divulgados. “Tem uns candidatos que a gente chama de ‘medinho’. A pesquisa veio boa, o instituto é sério. Não veio boa, o instituto não presta”, declarou. Ele destacou que o comportamento do eleitorado e das campanhas pode mudar ao longo do processo, o que exige cautela na leitura de qualquer fotografia momentânea da disputa. “Campanha é assim. Campanha a gente sabe como começa, mas não sabe como termina.”

Cenário baiano

Ao abordar a política na Bahia, Robson afirmou que a discussão em torno da eleição de outubro está ocorrendo cedo demais, especialmente no que diz respeito à composição das chapas majoritárias. Ele citou o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) , a quem chamou de “resiliente”, e comentou a definição de que ele deve permanecer como pré-candidato a vice na chapa liderada por Jerônimo Rodrigues (PT) .

“Meu amigo Geraldo Júnior, Geraldinho. Um resiliente e tal, que acabou sendo definido agora, neste último final de semana, que ele será o vice-presidente. Vai continuar como vice-governador, pré-candidato a vice-governador dentro da chapa de Jerônimo”, afirmou.

Antecipação excessiva

Robson avaliou que há uma antecipação excessiva do debate político no estado, com pressão precoce sobre decisões que, em sua visão, ainda não precisariam estar no centro da discussão pública. “Repare bem, a eleição, especialmente da Bahia, ela está muito adiantada. A eleição acontece em outubro e o povo vem cobrando o tempo todo. Quem é seu vice? Quem será seu vice, gente? É muito cedo”, disse.

Para o publicitário, o ritmo da disputa eleitoral tem sido acelerado desde as eleições municipais, o que pode provocar desgaste prematuro e deslocar o foco de temas mais relevantes para o eleitorado. A fala de Robson Wagner ocorre após a definição das chapas majoritárias para as eleições de outubro, com a oposição tendo ACM Neto (União Brasil) como candidato ao governo, Zé Cocá (PP) como vice, e os senadores Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) como candidatos ao Senado, e o governo estadual mantendo Geraldo Júnior (MDB) na vice-governadoria.

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