O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, sinalizou que deve disputar o governador da Bahia, em 2026, endossando o discurso dos parlamentares e prefeitos aliados que o tem citado como ‘governador’ nas fotos.
Ele minimizou as notas de prefeitos aliados com o governador Jerônimo Rodrigues, apontando que os gestores tem obrigação de buscarem, junto ao governo, benefícios para seus municípios.
“A gente sabe, a gente que está na política sabe que, primeiro, o prefeito tem que dialogar com o governador mesmo, não pensa por isso. Eu nunca cheguei para o prefeito do União Brasil, um deles, o próprio Zé Ronaldo, que você citou agora, para dizer, olha, eu não converso com o governador. Ao contrário, quando alguém vem falar comigo, eu digo: ‘converse mesmo, peça, é seu dever, sua obrigação pedir, tratar das coisas da sua cidade’; depois, a gente sabe que o governo do estado, no caso o grupo deles que estão, e quem tem os mecanismos de atração naturais da política, mas que isso necessariamente não resolve a eleição, se resolvesse Jacques Wagner não teria sido governador em 2006 e eles não estariam no poder durante esse tempo todo”, pontuou Neto em entrevista à rádio Metrópole nesta quinta-feira (31).
“Eu por exemplo, não teria chegado a prefeitura de Salvador, em 2012, naquela época eu disputei a prefeitura e no meu partido não tinha um vereador de mandato. Toda a estrutura política estava com o meu adversário, que era candidato do PT e tinha o Governo do Estado,tinha Governo Federal; eu não tinha nada disso do meu lado e ganhamos a eleição; porquê? Porque as pessoas queriam mudança. As pessoas decidiram que o voto era deles e eles queriam uma coisa diferente para a cidade”, aponta o político.
“Na Bahia, ano que vem, se houver esse sentimento majoritário de mudança, nós vamos, eu digo nós, no nosso campo político, nós vamos ganhar a eleição. Eu não tenho dúvida nenhuma. Eles podem vir com o arsenal que vierem, eles podem ter o dinheiro que tiverem, eles podem mobilizar a estrutura que quiserem, se a população baiana quiser mudar, nós vamos ganhar a eleição”, ressalta ACM Neto.
O ex-prefeito de Salvador atribuiu à boa avaliação de Rui Costa, ao tratar sobre o motivo para derrota, em 2022.
“Por que eu não ganhei a eleição em 2022? Dentre vários motivos que justificam a derrota, mas o principal é que havia naquele momento um nível positivo de satisfação das pessoas com o governo do estado na época comandado por Rui Costa, que era um governador bem avaliado, que tinha um governo bem avaliado, eu não estou entrando aqui em mérito, se estava certo ou errado, mas era a cabeça da população Bahia”, avalia ACM Neto.
“Então, havia um sentimento naquele momento maior de continuidade. E aí, é claro, eles juntaram a força de Lula, o 13, tudo isso. O cenário hoje é outro, é completamente diferente e tem duas diferenças que matam o PT hoje de raiva que é o seguinte: a primeira porque Lula não tem mais a mesma força que teve no passado, então por mais que ele ainda tenha um peso político extraordinário e etc, em 2022 estava no auge da sua popularidade no Nordeste, na Bahia, e principalmente a eleição vai ser disputada contra Jerônimo Rodrigues”, avalia ACM Neto.
“Eu não disputei em 2022 contra Jerônimo, com todo o respeito que eu tenho ao governador. Não foi contra ele. Jerônimo se escondeu em 2022. Ninguém sabia quem era Jerônimo em 2022. Ele não teve que responder por nada, ele contou uma historinha bonita, que infelizmente o marketing muitas vezes consegue organizar na campanha eleitoral, e teve ali como um escudo enorme de proteção. A força de Lula, do 13, do governo do estado, da avaliação de Rui Costa e do sistema que eles mobilizaram”, declarou o político.
“Agora não. Em 2006, a eleição será disputada por Jerônimo Rodrigues. A primeira, nós vamos disputar contra ele mesmo. E aí é óbvio que serão cobrados de Jerônimo Rodrigues todos os problemas vividos pela Bahia no modo social, especialmente os graves problemas do seu governo. (…) Eu estou muito animado. Eu quero muito ser candidato a governador, eu sempre tive esse sonho de governar a Bahia, de dar minha contribuição ao meu estado, mas o que me move nesse momento não é nada pessoal não é uma questão de vaidade não é dizer que sou candidato porque vou disputar o governo, eu já disputei já disputei o governo na eleição passada tive quase metade de volta, mas hoje eu sinto que existe uma responsabilidade com os baianos.
“Depois de 20 anos, esses caras se acomodam, já se acham meio que dono do pedaço, tanto que ficam nessa especulação de chapa puro sangue. Então, meu irmão, eu não vou esconder de você. Eu quero ser candidato e viver mais uma vez, desejo muito construir um projeto que seja competitivo e viável para isso. O que também não significa dizer que eu estou aqui, nesse momento, anunciando uma candidatura. porque isso só pode e deve acontecer depois que a gente passar o ano de 25, eu acho que é uma agenda para o começo do ano que vem se depender de mim, e esse é um dos aprendizados que nós tivemos, a gente vai anunciar a chapa completa governador, vice e os dois candidatos ou candidatas ao Senado pelo nosso grupo político. Agora não me falta vontade, coragem disposição e sobretudo compromisso, porque eu acho que hoje o que mais me chama é esse compromisso com a Bahia, que foi o que me moveu a ser candidato a prefeito em 2012”, arrematou Neto.



