O deputado federal Zé Neto (PT) afirmou que o secretário-geral do União Brasil, ACM Neto (UB), faz política da “idade da pedra”, em uma referência ao posicionamento contrário que o partido resultado da união do DEM com o PSL vá para base de Lula.
Já há maioria na bancada para levar o União Brasil para base de Lula e indicar o líder na Câmara dos Deputados e relator da PEC da Transição, Elmar Nascimento, como o novo ministro de Minas e Energia.
O petista avalia que Lula precisará de uma base ampla para tocar os projetos e que será preciso tanto que sua base entenda como respeite as eventuais decisões que futuro presidente irá adotar na divisão dos espaços do governo.
“Nós não podemos não botar o pé no chão. Lula começou o governo em um momento complicado. Precisamos votar e aprovar essa PEC da Transição, que é importante, precisamos também tomar outras decisões para avançar e para isso precisamos de base legislativa, isso é fundamental para o país. Temos que esperar e ver quais decisões Lula vai adotar, e precisamos respeitar os ditos da política quando a gente busca aliança”, sinalizou Zé Neto ao OFF News.
“Digo e repito, ACM Neto está pisando na bola, precisa entender que o mundo não gira em torno dele, tem que pensar no Brasil. Um dos motivos para sua derrota foi isso, achou que já era governador, que Jerônimo era um nada e se deu mal, como se deu mal com Roma, vai se dar mal com Elmar”, concluiu o político.
O parlamentar federal avalia que a postura de ACM Neto é de quem fecha os olhos para um governo que avançou contra democracia e que promoveu um desmonte do estado brasileiro.
“Qualquer partido que quiser vir para base e tiver esse pensamento de reconstruir o estado brasileiro, retomar e contribuir com as políticas públicas, melhorar o fomento à industria que está parada, avançar no processo tecnológico etc, é bem-vindo. Os espaços não serão ocupados apenas por quem é de esquerda ou pelo PT, Lula não defende isso. Lula disse que fará um governo aberto com estruturas para construir no Brasil um caminho definitivo para impedir que volte a acontecer o que aconteceu nos últimos anos, um governo autoritário”, apontou Zé Neto.
“Quando Lula disse claramente que é preciso ter confiança em suas decisões que serão maior que algumas divergência ocorre na política, ele está certo, este é o caminho. Quem está aqui vivendo o dia a dia do Orçamento sabe o tamanho do problema, estamos com 16 mil obras paradas”, conclui o petista.
Questionado sobre a votação da PEC da Transição, o deputado declarou que deve acontecer amanhã: “Não vai votar a PEC hoje, vamos votar amanhã. Lira fez um movimento para ajudar a votar, colocou para votar com o sistema híbrido. Estamos dialogando com o relator Elmar sobre o conteúdo, aqui a palavra do momento é muita conversa é pé no chão”.
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