Diante da possibilidade do bloco de oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) retirar as assinaturas reunidas para a criação da CPI da Coelba, o deputado Tum (PSC), autor do requerimento de instalação do colegiado, fez um apelo aos líderes para que não transformem a investigação num palanque político-partidário, “que só interessa à Coelba e onde só quem perde é a população baiana”.
Quando apresentado, o requerimento para criação da CPI recebeu 39 assinaturas, de deputados de diferentes partidos. Mesmo sem o aval da oposição, o requerimento teria validade, mas, para Tum, esse racha em nada soma em prol dos baianos. Para ele, a união de esforços é que vai resultar numa resposta à população, que sofre diariamente com a péssima qualidade dos serviços prestados pela concessionária, que ostenta a liderança no ranking do Procon.
“A CPI da Coelba não é minha, nem do líder da oposição, nem do líder da situação. Ela pertence a cada baiano prejudicado pela Coelba e não poderemos dar uma resposta à altura dessa demanda se não deixarmos de lado as diferenças político-partidárias. Sabemos que a divergência faz parte do jogo, mas isso não pode simplesmente inviabilizar pautas urgentes”, defendeu Tum.
Nos bastidores, o autor do requerimento de criação da CPI já estuda possíveis medidas judiciais que garantam a instalação da comissão assegurando o devido espaço para oposição e situação, respeitando o próprio regimento da casa, que prevê a CPI como um instrumento próprio da minoria. No entanto, o estágio atual é o da conversa. Nos últimos dias, Tum tem conversado com os líderes da situação, Rosemberg Pinto (PT), e da oposição, Sandro Régis (DEM) e acredita numa solução mediada.
Composição – A Comissão Parlamentar de Inquérito da Coelba terá até 180 dias de trabalho. Será composta por 12 deputados, sendo 8 titulares e 4 suplentes. O bloco de maioria na Alba indicou nove deputados: Antonio Henrique Júnior, Jusmari Oliveira, Tum, Osni Cardoso, Vitor Bonfim, Fabrício Falcão, Eduardo Salles, Diego Coronel e Alex Lima.
CPI – Nas justificativas para abertura da CPI, o deputado cita a pouca transparência na composição dos preços cobrados aos baianos, além dos “prazos e custos nas solicitações de ligação”. Além disso, questiona a falta de um plano de expansão da rede, o que tem inviabilizado novas ligações elétricas do programa Luz para Todos e a implantação de grandes empreendimentos, que poderiam estar gerando emprego, renda e impostos na Bahia.
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