O líder do Governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Rosemberg Pinto (PT), rebateu, nesta quarta-feira (8), as afirmações de membros da Oposição na Casa, que decidiram retirar as assinaturas para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar a Coelba.
Ao OFF News ele confirmou na noite da última terça-feira (8) que terá CPI para investigar as ações da Neoenergia, dona da Coelba, com ou sem os membros do bloco de oposição.
Segundo o deputado Tiago Correia (PSDB), indicado pela oposição para ser o presidente da CPI da Coelba, em comunicado emitido na noite da última terça-feira (7), a decisão foi tomada após tentativas do bloco governista de emplacar presidência e relatoria do colegiado, inclusive já anunciando como presidente o deputado Vitor Bonfim, numa clara sinalização de que pretende atropelar os trabalhos.
“Não existe investigação ‘chapa branca’ ou um ‘faz de contas’. O regimento interno da Casa fala em proporcionalidade para as indicações. Esse é o rito. No quadro atual, o número deles [Minoria] é insuficiente para indicar. A oposição não tem nem um terço das indicações, e isso complica”, pontuou o líder governista.
Para Rosemberg, os motivos “podem ser outros” para terem desistido de investigar a Coelba.
“Tum é da base da Oposição e ele foi indicado pela base do Governo. Pela conversa que sinto lá, eles querem indicá-lo como relator. Só não entendi porque a oposição não indicou os nomes [para compor a CPI]. Quem está se escondendo não é a base do governo”, rebateu.
A bancada da Maioria indicou os nomes, já oficializados e publicados no Diário Oficial do Legislativos, dos parlamentares Tum (PSC), autor da proposta de abertura da investigação, Alex Lima (PSB), Antônio Henrique Júnior (PP), Diego Coronel (PSD), Eduardo Salles (PP), Fabrício Falcão (PCdoB), Jusmari Oliveira (PSD), Osni Cardoso (PT) e Vitor Bonfim (PL).
Ainda conforme Rosemberg, quem aprova o nome para a relatoria e para a presidência são os membros do colegiado, durante a instalação da CPI. Entre os nomes que pleiteiam, além de Tum, o do deputado Vitor Bonfim também se colocou à disposição para presidir a comissão.
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