O deputado estadual Alan Sanches (DEM) rebateu o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, Rosemberg Pinto (PT), após a bancada de oposição retirar assinaturas do requerimento da CPI da Coelba e ele falar da instalação do colegiado sem o bloco.
Sanches destaca que um colegiado investigativo tem que ser da Assembleia Legislativa, a favor do povo e não do Governo.
“Tem que ter a participação de todas as bancadas, caso contrário deixa dúvidas se foi instalada com o interesse comum de fiscalizar as supostas irregularidades da Coelba que tanto à população clama”, destacou Sanches.
Nesta quarta-feira (8), Rosemberg Pinto provocou a bancada de Oposição: “Tum é da base da Oposição e ele foi indicado pela base do Governo. Pela conversa que sinto lá, eles querem indicá-lo como relator. Só não entendi porque a oposição não indicou os nomes [para compor a CPI]. Quem está se escondendo não é a base do governo”.
Investigação
O deputado do DEM aponta que o embate entre os blocos deixa impressão de que o Governo está querendo manipular a CPI ou mandar algum recado para a concessionária de energia.
“Existem até mesmo rumores de uma reunião da base com a Coelba à portas fechadas e isso não pode ocorrer. Portanto, a bancada de oposição não permitirá ser atropelada, como ocorre nas votações, por ser minoria e vamos brigar pela transparência”, atacou Sanches.
O imbróglio com o bloco governista teve início com a indicação a presidência do deputado Vitor Bonfim (PL) e em seguida pela escolha da relatoria do colegiado pelo deputado Tum (PSC), que conforme o grupo não os representa.
“A Casa é do povo e uma CPI chapa branca é retroceder”, concluiu Alan Sanches.
A bancada da Maioria indicou os nomes, já oficializados e publicados no Diário Oficial do Legislativos, dos parlamentares Tum (PSC), autor da proposta de abertura da investigação, Alex Lima (PSB), Antônio Henrique Júnior (PP), Diego Coronel (PSD), Eduardo Salles (PP), Fabrício Falcão (PCdoB), Jusmari Oliveira (PSD), Osni Cardoso (PT) e Vitor Bonfim (PL).
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