O ex-prefeito de Salvador, lançado pré-candidato ao governo da Bahia nesta quinta-feira (2), que não teme ter que enfrentar a máquina estadual que está sendo engordada pelo Partido dos Trabalhadores e aliados para ser usada em prol do candidato do grupo à sucessão de Rui Costa.
Questionado em coletiva de imprensa, o virtual candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil afirmou:
“Se tem alguém na Bahia que sabe enfrentar a máquina, sou eu, porque vou completar 16 anos de oposição e nunca cogitei mudar de lado. Em 2012 venci uma eleição a prefeito de Salvador; naquela oportunidade, tive que enfrentar o governo do estado, governo federal, presidente da República, ex-presidente, todos juntos. Vocês sabem como foi história daquela eleição…Minha preocupação tem que ser estar conectado com as pessoas, com o desejo e as vontades dos baianos. Eu honestamente acredito que um estado como a Bahia não tem máquina que compre eleição, não com o tamanho do eleitorado que a gente tem, não com o nível de consciência do eleitorado que temos hoje”, avaliou ACM Neto.
Segundo o ex-prefeito de Salvador, o seu grupo já possui ramificação nos 417 municípios baianos, em um trabalho construído sob sua tutela. Ele avalia que assim que começar o período das eleições, a oposição sairá com uma força não vista há muito tempo.
“Para uma candidatura de oposição nós estamos começando muito fortalecidos, com um apoio extraordinário de prefeitos, ex-prefeitos e vereadores. Eu dediquei muito do meu tempo em 2021 para, em silêncio, até porque não interessa divulgar isso antes da hora; em silêncio a gente já organizou praticamente o nosso time em quase todos as 417 cidades da Bahia. A gente vai sair ano que vem com nosso time organizado e com uma força que a Oposição não vê na Bahia há muitos anos”, ressaltou Neto.
Citando seu avô e o ex-governador Jaques Wagner como exemplo, Neto reforçou que é possível ser eleito governador indo contra máquina do estado: “e se não fosse possível ganhar uma eleição estando na oposição, Waldir Pires não seria eleito em 1986, ACM não seria eleito em 1990 e o próprio Jaques Wagner não seria eleito em 2006. Eu acho que a vida é feita de ciclos, e a política também é feita de ciclos, e na minha opinião, o ciclo do PT vai se encerrar no ano que vem”.
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