A aluna que denunciou a professora por supostos conteúdos cunho “esquerdista” e de “doutrinação feminista” abordados em sala de aula, e que não teve sua identidade revelada, faz parte de um núcleo bolsonarista instalado na 1ª série da escola estadual Thales de Azevedo.
O OFF News teve acesso a uma Nota de Repúdio feita contra o vereador de Salvador, André Fraga, por ser a favor da descriminalização das drogas e defender o candomblé.
O vereador do PV palestrou na escola no final de setembro e, dias depois, recebeu a seguinte Nota de Repúdio dos alunos do 1ª ano:
“Ontem participamos da live e foi colocada uma palestrante COMUNISTA para ensinar “princípios, moral, educação…” E hoje a escola colocou na programação um palestrante (André Fraga) que luta pela LEGALIZAÇÃO DA MACONHA para “ensinar” alunos de 1°, 2° e 3° ano do ensino médio, e é adepto ao candomblé (deixando claro que nós não temos nada contra a religião dele, ele é livre para seguir a religião que quiser pois vivemos em um país laico) E gostaríamos perguntar também se a instituição Thales de Azevedo é adepta a essa religião, pois no dia 27 de setembro (dia do Cosme e Damião segundo a tradição do candomblé), foi servido a nós alunos, caruru, onde fomos convidados pessoalmente pela coordenação para comermos o “caruru”… Ontem (29 de setembro) passamos grande parte do tempo ouvindo os palestrantes falando mal do PRESIDENTE ELEITO DEMOCRATICAMENTE (Ninguém é obrigado a apoiar, mas essa escola prega tanto sobre respeito. Não é sobre apoiar ou não o presidente, e sim sobre o tempo perdido que poderíamos estar em aula e aprender assuntos científicos, não ideológicos)”
O assunto gerou surpresa e preocupação no vereador de Salvador à época.
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