O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), afirmou, em entrevista à Record, nesta quarta-feira (10), que, por parte da prefeitura, há condições de realizar os festejos da virada com segurança.
O município aguarda uma posição do governador Rui Costa (PT) sobre os festejos de fim de ano e o Carnaval.
O chefe do executivo estadual sinalizou em live na última terça-feira (9) que só fará o Réveillon e o Carnaval se tiver segurança sanitária, e evitou marcar data, sinalizando que pode ser em “30, 20 ou 15 dias”. Nesta quarta, Costa disse que não aceitará “ultimato” sobre o carnaval e que decidirá no momento certo.
“Eu defendo que a gente possa fazer esse eventos de forma controlada, por exemplo, no réveillon posso exigir que todo mundo que tenha acesso a arena tenha a 2º dose. Coloco barreiras de restrição, para impedir que entrem com arma branca, posso exigir a segunda dose; por quê? Vai ter réveillon na Avenida Paulista, em Copacabana, e as pessoas na cidade vão ficar dentro das suas casas, eu lhe pergunto; não, aí vai ter paredão, vai ter, as pessoas vão às praias, vão para vários locais aglomerar e a gente não vai ter o controle. Então, volto a dizer, Isso será fruto de nossa conversa com o governo do estado para tomar a melhor decisão. Com responsabilidade, pensando no que é melhor para cidade, mas nós vamos ter que ter cabeça fria, pé no chão e Deus vai nos iluminar para tomarmos a melhor decisão, tão importante para nossa cidade e para nossa economia”, destacou Reis.
O chefe do executivo da primeira capital do Brasil aponta que ele e o governador estão “empurrando” a decisão sobre o réveillon e o Carnaval até a data limite”: “estamos avaliando os cenários, a conjuntura”.
Questionado sobre a data limite para o Carnaval, o prefeito citou o fim de novembro, caso contrário, o evento poderá sem impactado por um êxodo de atores importantes.
“Eu acho que é o final do mês de novembro, porque, volto a dizer, a prefeitura tem know-how, expertise e experiência, nós temos condições de organizar o evento Carnaval em 30 dias. Nós já temos os contratos realizados, licitados anteriormente, só é dar a ordem de serviço; agora, o dono bloco, camarotes, blocos afros, afoxés, as pessoas que já estão se programando, precisam comprar passagem, reservar o hotel, essas pessoas cobram uma definição, porque se não muitos não vão participar. Se a gente chegar lá final de dezembro, janeiro, dizer: “ó, dá para fazer o carnaval”; e todo mundo vai fazer, carnaval de rua no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Olinda, em Recife, e Salvador resolver fazer, vamos fazer um carnaval sem a participação desses atores que são tão importantes para realização da festa porque eles não terão tempo hábil para se organizar”, alertou Bruno Reis.
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