Exclusivo: “João Roma é o ministro que acabou com o Bolsa Família”, diz vice-líder da Oposição

João Roma

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O deputado federal e vice líder da Oposição, Afonso Florence (PT), criticou o ministro da Cidadania, João Roma, após ele acusar o governador Rui Costa (PT), em entrevista à Nova Brasil FM, na manhã desta terça-feira (9), de estar sabotando a PEC dos Precatórios por uma questão eleitoreira.

Segundo Florence, o que o ministro da Cidadania de Bolsonaro fala não condiz com a verdade.

Ele ressalta que foi o próprio João Roma quem acabou com o programa social Bolsa Família.

“A manifestação do Ministro Roma e semelhante a de um deputado estadual bolsonarista que está propagando um card; eles ficam soltando fake news, o que os bolsonaristas dizem não nos surpreende pois sabemos que o que eles falam não condizem com a verdade. Existe a MP do Auxilio Brasil e nela não há nenhuma definição de valor para p Auxílio Brasil, como não há na PEC dos Precatórios. Nós, do PT, defendemos R$600 de auxílio e não que o programa não acabasse, João Roma é o ministro que acabou o Bolsa Família, e fica com pronunciamentos para desviar atenção. O ministro Roma foi eleito pela Bahia, sabe que o nosso estado tem o maior numero beneficiários do Bolsa Família e lamentavelmente extinguiu o programa sem colocar outro no lugar até então. A PEC dos precatórios não tem sequer a palavra Auxilio Brasil, não tem sequer valor do auxílio, nem os R$ 400 que eles querem e nem os R$ 600 que nós defendemos. É um escândalo, os bolsonaristas ficam espalhando fake news, será que o ministro Roma não sabe o conteúdo da PEC dos Precatórios?”, questionou Florence.

Afonso Florence
Afonso avalia que PEC dos Precatórios tem Auxílio Emergencial como pretexto para turbinar verbas para Bolsonaro utilizar em ano eleitoral / Foto: Câmara dos Deputados

O parlamentar afirma que o objetivo da PEC dos Precatórios não é custear o programa social, mas proporcionar ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), uma série de manobras para que possa atuar instrumentos e recursos para utilizar em favor de sua reeleição em 2022.

“Essa PEC dos Precatórios não trata do Bolsa Família, o que ela trata é do calote nas dívidas com com pessoas físicas, com empresas, pjotas e também com governos estaduais e municipais. Não é sobre auxilio, sobre auxílio tivemos a MP do auxilio, e o engraçado e que nem ela falava dos R$400, como essa PEC também não trata. Essa PEC é para que sobre dinheiro para Bolsonaro fazer a politica dele, com obras, emendas, para tentar se reeleger. Como ele não tem mais o apoio popular, ele quer tentar reverter o quadro diante da provável derrota, criando um orçamento livre para uso eleitoreiro. Na PEC dos precatórios há um jabuti que diz que se o governo quiser alterar gastos, como o de pessoal, empréstimos, custeio, ele não precisará mais mandar mais um PLN. Na prática, isso acaba com a regra de ouro, que diz que o governo não pode pegar empréstimo para usar com gastos correntes. Se essa PEC dos Precatórios for aprovada, quando a lei orçamentária de 2022 for sancionada, Bolsonaro não vai mais precisar mandar um PLN para alterar gastos, poderá criar sua conta fantasma, onde vai pode pegar empréstimos e gastar com pessoal à vontade”, sinalizou o vice-líder da Oposição.

Afonso Florence afirma que a PEC dos Precatórios, prevista para ir ao plenário nesta terça-feira (9), se aprovada em 2º turno, terá como resultado um calote nas dividas da União com municípios e com pessoas jurídicas e empresas, e “um ataque aos direitos das pessoas que lutaram a vida toda para receber o que lhe são de direito”.  

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