João Roma diz que caso do presídio de Eunápolis evidencia “aparelhamento do Estado” e volta a criticar Rui Costa: “crocodilagem”

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Foto: Sidney Haack

O ex-ministro da Cidadania e pré-Candidato ao Senado, João Roma (PL), afirmou que a revelação de vínculos políticos no esquema que resultou na fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis evidencia um processo de “aparelhamento do Estado” na Bahia, com impacto direto sobre a segurança pública.

A declaração foi feita nesta quinta-feira (23) durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1. Roma também voltou a criticar o ministro da Casa Civil, Rui Costa, atribuindo a ele práticas que classificou como “crocodilagem” na condução política.

A avaliação de Roma ocorre após a ex-diretora da unidade, Joneuma Neres, nomeada pela Seap (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária e Ressocialização), admitir em delação que atuou para facilitar a fuga de 16 detentos em Eunápolis, além de relatar indicações políticas para cargos, concessão de regalias a presos e negociações envolvendo recursos financeiros .

Para o presidente estadual do PL, o episódio precisa ser entendido dentro de um contexto mais amplo. “Os absurdos acontecem dentro de um aparelhamento de Estado”, afirmou. “É fundamental que a gente consiga ter compreensão disso tudo, para que tenhamos uma sociedade realmente com dignidade, livre de certos arranjos que são muito corrosivos no nosso cotidiano”, completou.

Ao tratar do ambiente político, Roma afirmou que há uma disputa interna marcada por deslealdade e interesses individuais no governo do estado. “Eu não estou vendo essa união, pelo contrário. Eu estou vendo muita rasteira, muita crocodilagem, digamos assim, do lado do PT. Você vê Rui Costa muito interessado em resolver o próprio umbigo, dando rasteira em Jaques Wagner toda hora, criando situações que vão constrangendo pessoas dentro do próprio governo”, destacou Roma.

Roma também fez críticas à passagem de Rui Costa pelo governo da Bahia. “Rui Costa passou oito anos hospedado no Palácio de Ondina e na saída deixou de presente para nós, os baianos, aumento de imposto linear. A Bahia hoje é um dos estados que mais tem a carga tributária mais elevada do Brasil”, acrescentou.

O ex-ministro ainda questionou a postura política do ex-governador. “Rui é um grande amigo da onça, que eu tenho sempre lembrado. Não dá um bom dia a ninguém e tenta dar rasteira nos amigos. Na última eleição chamou Wagner de ‘vagareza’, claramente atacando quem colocou ele na posição. Quando Lula estava preso, foi para a revista Veja dizer ‘página virada’, mas depois correu atrás de emprego com Lula”, disse.

Direita unida – O pré-candidato a senador, João Roma, garantiu que a direita na Bahia já está unida, em contraposição à evidente desarmonia no campo petista. “Você vê a direita toda unida no estado da Bahia, diferente do PT, que ainda bate cabeça lá, tem uma pré-candidatura do PSOL e por aí vai. O PT está brigando muito internamente e isso possibilitou muitas mudanças, inclusive a chegada de Angelo Coronel, fortalecendo a nossa caminhada. Eles deram uma rasteira em Angelo Coronel rifaram o direito legítimo que ele teria de concorrer à sua reeleição e isso viabilizou outro momento político na Bahia”, avaliou João Roma.

Na opinião de Roma, as divergências internas são notórias. “São 20 anos de governos do PT na Bahia, então hoje é a disputa de Rui Costa com Jaques Wagner; problemas internos da administração Jerônimo, que é uma administração que tem muitas dificuldades, não consegue entregar o que promete. São 20 anos de PT com bonitas promessas, bonitas propagandas na televisão, mas não consegue entregar o que promete. Rui Costa é o ‘amigo da onça’ que tenta dar rasteira nos amigos”, exemplificou o ex-ministro da Cidadania.

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