O ministro da Cidadania, João Roma, afirmou, em entrevista à rádio Nova Brasil FM, na manhã desta terça-feira (9), que o governador da Bahia, Rui Costa (PT), faz uma movimentação político-eleitoreira para derrubar a PEC dos Precatórios, com o objetivo de inviabilizar o Auxílio Brasil, o que acabar por afetar milhões de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza.
O governador da Bahia tem se posicionar contra PEC dos Precatórios pelo impacto que ela terá nos precatórios da educação, ele alega que o texto para abrir brecha fiscal para o Auxílio Brasil poderá afetar o reajuste dos professores para os próximos anos.
“Estamos em contato com Congresso. Todos estão sofrendo, mas é natural existam os brasileiro na extrema pobreza que estão sofrendo muito mais. Estamos buscando assegurar tenham benefício mínimo de R$400 mês, para isso é necessário aprovação da PEC. Estamos falando de 17 milhões que necessitam de uma atuação do estado brasileiro. Isso que estamos conversando com cada um dos líderes, infelizmente temos pontos contrários, a exemplo do próprio governador, que disparou diversos telefonemas, tem questionado parlamentares da bancada da Bahia para que não votem na medida. O que, ao meu ver, é um grande contra senso, uma vez que o próprio partido que ele é filiado, PT, o partido tentava monopolizar as ações sociais; logo o estado da Bahia, onde 2⁄3 vive precisando de um suporte maior do governo”, criticou Roma.
O ministro avalia que tanto o governador como o bloco de Oposição na Câmara estão atuando visando o pleito ao comando do Palácio do Planalto em 2022.
“Então temos esse tipo de força contrária, para um programa crucial para diversas famílias, o que me parece que são tentativas de uma antecipação do processo eleitoral, em um momento em que o povo brasileiro não quer saber de coloração partidária eleitoral; querem saber de cooperação, do benefício, querem providência. É muito ruim em um momento como esse, em que é necessário união de forças para buscar uma política pública mais eficaz, exige líderes políticos que estejam trabalhando apenas com a perspectiva da nova eleição, dificultando a criação de benefício para os mais necessitados”, desabafou Roma.
Em outro ponto da entrevista, o ministro de Bolsonaro reafirmou que há uma ação orquestrada da oposição para inviabilizar a PEC dos Precatórios: “é o que parece. Já há alguns partidos, deputados de Oposição na tentativa inviabilizar que o presidente execute um programa mais efetivo, e eles começam a boicotar medidas importantes para o governo como essa PEC. Transparece uma ação visando mais a próxima eleição e não as necessidades básicas de nossos cidadãos”.
João Roma manteve o início do pagamento do novo auxílio para o dia 17 de novembro, com conclusão em dezembro: “O pagamento terá início 17 de novembro, dará sequencia no calendário Bolsa Família. Cabe um comentário, informar todos beneficiários que estão no cadastro, não precisa novo cadastro, irão ser absorvidos pelo Auxílio Brasil. Para beneficiar todos do Bolsa Família, todos serão contemplados. Até o mês de dezembro vamos zerar a fila. Queremos chegar aos 17 milhões de beneficiados”.



