O vídeo gravado por Valdemar de Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal, nesta semana, em que convida o presidente da República, Jair Bolsonaro, a se filiar ao partido, causou alvoroço e levantou suspeitas de que o PL teria levado a melhor em disputa com o Partido Progressista pela filiação do presidente da República.
“Estamos reiterando o convite de filiação partidária dirigido ao presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e fiéis seguidores da causa brasileira sob sua liderança. Inspirados na grandeza desse passo, seguiremos orientados pela fé no futuro do Brasil certo de nossas convicções na batalha de reeleição do presidente Bolsonaro pelo Partido Liberal”, diz Valdemar no vídeo que foi divulgado no twiter.
Segundo apuração do OFF News com um membro da sigla, que não pediu para não ser identificado, o movimento de Valdemar não foi fruto do acaso, mas de cavalheiro milimetricamente coordenado com o líder maior da nação: “Valdemar não iria fazer um gesto desse se não tivesse sido combinado antes com Bolsonaro. O que a gente soube é que depois da repercussão o PP engrossou para cima do presidente e que por isso ele deu uma recuada. Mas ele tinha dada a palavra, tanto que houve esse acordo que Valdemar foi à público, através de vídeo e nota, convidar Bolsonaro”.
O movimento do PL nacional gerou expectativas e causou tensão na Bahia, principalmente na base de apoio de ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e virtual candidato ao governo da Bahia.
Diante dos questionamentos acerca dos efeitos que poderia causar no PL o embarque de Jair Bolsonaro, como a bolsanarização da sigla na Bahia, o OFF News procurou o cacique da legenda, para saber se existe essa possibilidade do candidato do PL Bahia ao governo ser fruto da indicação do presidente da República.
“Sobre a filiação de Bolsonaro, o fato não está decidido, o jogo está pesado para ele, ele está encurralado. Agora sobre o PL, não existe o risco de Roma ou qualquer outro se candidatar pelo partido. Waldemar me garantiu autonomia nas decisões do partido aqui, e me disse que deixou isso claro quando conversou com o presidente e ele concordou. A Bahia está fora de acordo. O acordo é que nós, se o presidente entrar, iremos apoiar à reeleição de Bolsonaro, mas ao cargo de governador, o acordos regionais seriam respeitados. O candidato do PL será ACM Neto em qualquer circunstância”, destacou José Carlos Araújo.
O OFF News apurou com a fonte do partido qual seria a extensão das exceções do PL para chegada de Bolsonaro, e descobriu que além da Bahia, os acordos em outros grandes colégios eleitorais serão mantidos intactos, mesmo com a chegada de Jair Bolsonaro: São Paulo, Pernambuco e Piauí.



