Na Itália para participar da reunião do G20, cúpula das maiores economias do mundo, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou que conta com um apoio popular muito grande, apesar das pesquisas de opinião de voto indicar o contrário. Em setembro, sua rejeição bateu 53%.
Além do apoio popular, Bolsonaro disse que não aceitou indicação de ninguém em seu governo, o que contradiz por óbvio a realidade política no país.
Em sua conversa informal com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan no G20, Jair Bolsonaro foi questionado também sobre quando será a eleição no Brasil.
Diz O Globo:
Numa sala de café na antessala do espaço de reuniões, Bolsonaro se aproximou de Erdogan ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes. O brasileiro pediu ajuda a um tradutor para falar com o turco. Erdogan então perguntou sobre a situação do Brasil.
— Tudo bem. A economia voltando bem forte. A mídia como sempre atacando, estamos resistindo bem. Não é fácil ser chefe de Estado em qualquer lugar do mundo.
Pouco depois, o presidente Turquia mencionou que o Brasil tem “grandes recursos petrolíferos” e citou nominalmente a Petrobras.
— Petrobras é um problema. Mas estamos quebrando monopólios, com uma reação muito grande. Há pouco tempo era uma empresa de partido político. Mudamos isso, afirmou Bolsonaro.
Erdogan quis saber quando era a eleição no Brasil. Ao ouvir que faltava pouco menos de um ano, completou dizendo que o presidente brasileiro ainda tinha muita coisa para fazer.
Bolsonaro respondeu:
— Eu também tenho um apoio popular muito grande. Temos uma boa equipe de ministros. Não aceitei indicação de ninguém. Fui eu que botei todo mundo. Prestigiei as Forças Armadas. Um terço dos ministros [é de] militares profissionais. Não é fácil. Fazer as coisas certas é mais difícil.
Nesta tarde, Jair Bolsonaro terá um encontro bilateral, na embaixada brasileira em Roma, com o secretário-geral da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), Mathias Cormann. O Brasil tenta entrar na OCDE, considerado o clube dos países ricos.
Veja vídeo do OUL:



