O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador e ex-presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM), acusado de praticar “rachadinhas” com seis ex-servidoras em esquema revelado pela revista Veja desta semana.
A matéria aponta que entre as ex-assessoras de Alcolumbre, está uma que ganhava 15 mil reais e que devolvia 14 para o senador. As mulheres não trabalhavam e recebiam valores entre R$ 800 e R$ 1.350. A suspeita é que todo o esquema tenha movimentado cerca de R$ 2 milhões.
“O senador em questão é titular de mandato eletivo majoritário, ex-presidente do Senado Federal e ocupa atualmente a presidência da Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ) do Senado Federal. É despiciendo dizer que não pode alegar desconhecimento do que se passa em seu próprio gabinete – ainda mais considerando-se, segundo o conteúdo veiculado, que as funcionárias ‘fantasmas’ nunca compareceram naquele recinto”, diz Alessandro Vieira na notícia-crime.
No documento, o senador de Sergipe pede que o STF distribua a notícia-crime a um dos ministros e que este envie a peça ao Ministério Público Federal para a realização de diligências e para depoimento das seis funcionárias.
Embate
Vieira e Alcolumbre vem travando embate após o senador suspeito de rachadinha travar na CCJ, a qual preside, a indicação do pastor presbiteriano André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal.
O parlamentar de Sergipe tem reiterado o seguinte questionamento ao ex-presidente do Congresso Nacional que tem evitado respondê-lo:
“Quais os motivos republicanos do senhor não marcar a sabatina de André Mendonça?”



