Deputado questiona modelo bipartite da segurança pública de Rui Costa após cancelamento de show: “tráfico manda e SSP obedece?”

Prisco

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O cancelamento do show do cantor de funk MC Pozé, marcado para esse sábado (29) em Salvador, após viralizar nas redes sociais e em aplicativos de mensagens vídeos com ameaças de traficantes contra ele, suscitou um debate sobre o modelo de segurança que vem sendo executado na Bahia.

Segundo o deputado estadual Soldado Prisco (PSC), a gestão Rui Costa vem inovando no regimento jurídico e resolver construir uma segurança bipartite, com troca de ordens entre o tráfico de drogas e a SSP-BA.

“Veja como está a segurança Pública n Bahia, o tráfico de drogas determina que não vai haver um Show em Salvador -não quero entrar no mérito do show, como é que vai ser e quem está fazendo ele -, a questão não é essa; a questão é que o secretário de Segurança Pública vai para mídia após o tráfico dizer que não iria aceitar a realização de show, que não haveria e que se houvesse teria que ser na bala, dizer que não vai haver o evento; quer dizer, a segurança pública na Bahia tá bipartite? É o tráfico que determina o secretário concorda? O secretário até pode não concordar com o show – tudo bem, é um direito dele, eu também não concordo -, mas acatar o que o tráfico está determinando para segurança pública de Salvador? O secretaria deveria investigar, apurar e atuar e não simplesmente dizer que não concorda e não vai ver o show. Que lástima está a segurança pública na Bahia! infelizmente..”, lamentou Prisco.

MC POZE
Cantor de funk está sofrendo com cancelamento de shows após ameaças em todo Brasil / Foto: Redes Sociais

O secretário de Segurança Pública da Bahia, Ricardo Mandarino, afirmou que o evento foi cancelado após um trabalho de inteligência da SSP-BA identificar indícios de ataque criminoso:

“A SSP descobriu através do seu sistema de inteligência que havia planejamento de ataques criminosos durante a realização desse show por parte de grupos que traficam drogas. As evidencias indicavam de forma contundentes que isso poderia gerar uma tragédia de proporções inimagináveis e nós temos o dever de prevenir para proteger as pessoas, não temos o direito de pagar para ver. Embora a competência para autorizar shows seja da Prefeitura, cabe, no entanto, ao estado garantir a segurança e prevenir para que delitos não ocorram. Nosso principal objetivo é preservar vidas”, destacou o secretário Ricardo Mandarino.

Veja vídeo:

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