O senador Angelo Coronel (PSD), relator da Reforma do Imposto de Renda, se reuniu com o ministro Paulo Guedes e com membros da equipe econômica nesta segunda-feira (27).
Ao OFF News, Coronel afirmou que o ministro da Economia forneceu os dados da economia brasileira solicitados e que o próximo passo será analisar o números para tomar uma decisão sobre de onde irá retirar o recurso que bancará o aumento da taxa de isenção para quem ganha menos, sem que com isso onera quem produz empregos no país.
“O ministro disponibilizou os números da economia brasileira e de posse desses números nós vamos agora, com a nossa equipe, fazer uma análise. A partir de hoje começamos a ouvir todos os segmentos envolvidos, para que eu possa ao longo do mês de outubro lavrar o relatório e que ele possa ir à plenário. Vamos tentar conciliar, parametrizar um relatório que atenda bem e que seja palatável para economia brasileira. O mais importante é a economia brasileira, porque é quem gera empregos e tributos para que estados, municípios e a União toquem as máquinas públicas. Não podemos sacrificar os geradores de receita no Brasil”, ressaltou Coronel.
Na mesa para custear as modificações no Imposto de Renda estão a criação de tributos sobre lucro e dividendos, a repartição da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) com os Estados e municípios e até aumento da tributação em setores específicos da economia, como o da produção de minério e etc.
Questionado se a economia brasileira está com bons números e indicadores, o senador do PSD da Bahia disse que o ministro desenhou um cenário favorável, que o fez “colocar as barbas de molho”.
“Evidentemente que o ministro mostrou um quadro favorável, mas eu fiquei com as barbas de molho, afinal, se estivesse tão favorável como desenhou o ministro, os vários segmentos da economia não estariam revoltados com essa proposta”, pontuou Coronel.
O senador da Bahia deixou claro para o ministro da Economia que não aceitará uma reforma que provoque perda de receita para estados e municípios: “eu fui muito claro com o ministro que é inaceitável estados e municípios perderem receita. De maneira nenhuma posso aceitar que estados e municípios percam receita, principalmente os municípios, onde tudo acontece. Se há República, é porque há município. Então nós temos que preservar os municípios e os estados”.
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