O ministro da Economia, Paulo Guedes, foi informado do aumento exponencial do dos precatórios, autorizados pelo Superior Tribunal de Justiça, pela Advocacia-Geral da União, como mostra documentos do Estadão.
“Em 19 de março de 2021, a AGU enviou um ofício à Secretaria do Tesouro Nacional “para ciência e adoção de eventuais providências” diante da possibilidade de o STF emitir um precatório de R$ 8,5 bilhões em favor do estado Bahia em uma ação que questiona os repasses do Fundef. Outro documento mostra que em novembro do ano passado a AGU solicitou à pasta comandada por Guedes informações sobre valores antecipados à Bahia para que pudessem ser descontados da dívida da União com o estado”, diz O Estadão.
“Tais informações são necessárias para fins de liquidação do valor devido pela União”, diz o ofício.
No final de julho, Guedes disse ter sido pego de surpresa ao saber que o total de precatórios a ser pago em 2022 era de R$ 89 bilhões. Assessores de Jair Bolsonaro culpam o presidente do STJ, Humberto Martins, pelo meteoro dos precatórios, que seriam uma espécie de represália por ter sido preterido em disputa a vaga no STF.



