Texto e fotos: Ascom SMS
A manhã desta sexta-feira (17) marcou, na prática, o início de uma nova fase para a saúde de Salvador. A Maternidade e Hospital da Criança (MHC) Deputado Alan Sanches registrou o primeiro nascimento com a chegada de Laura, que simboliza o início do funcionamento da unidade.
Poucas horas após o parto, a recém-nascida já iniciava também seus cuidados com a saúde ao receber as primeiras vacinas ainda na maternidade, um marco que evidencia o modelo de assistência integral proposto pelo equipamento. O secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, esteve no local para acompanhar de perto o primeiro dia de funcionamento dos serviços, conhecer a bebê e observar o início da rotina assistencial da equipe.
Nos braços da mãe, Gisele Santos, Laura foi acolhida, amamentada e assistida por uma equipe multiprofissional, iniciando o calendário vacinal com as doses contra hepatite B e BCG, fundamentais para a proteção contra doenças graves desde os primeiros momentos de vida. “Ver Laura nascer, ser acolhida, amamentada e já iniciar sua proteção dentro da própria maternidade mostra, na prática, o que esse equipamento representa. É um cuidado completo, que começa no nascimento e segue de forma integrada”, destacou o secretário.
Além de acompanhar esse momento simbólico, Rodrigo Alves também visitou outras gestantes que já estão sendo assistidas pela equipe da maternidade. Tatiane Lima dos Santos, de 21 anos, moradora da Boca da Mata, aguarda o nascimento do primeiro filho, José Gael, e segue em acompanhamento pela equipe da unidade.
No início da tarde, a maternidade registrou mais um nascimento: Íris, a segunda bebê da unidade, filha de Fernanda Pereira Silva Santos, de 27 anos, moradora da Federação. Ela vivenciou o trabalho de parto na ala PPP (pré-parto, parto e pós-parto), em um ambiente planejado para oferecer mais conforto e acolhimento.
Em uma sala com iluminação suave, música ambiente e recursos como a bola de pilates, utilizada para auxiliar na evolução do parto, ela foi acompanhada pela equipe dentro de um modelo que prioriza o bem-estar e o protagonismo da mulher. O espaço integra a proposta assistencial da unidade, que busca tornar o momento do parto mais leve, respeitoso e humanizado, com estímulo a práticas que favorecem o parto normal.
De acordo com a coordenadora de enfermagem do centro obstétrico, Roberta Monteiro Sobreira, esse cuidado faz parte da essência do serviço. “Aqui, trabalhamos para que a mulher se sinta segura e acolhida em todas as etapas. Utilizamos métodos que auxiliam no processo natural do parto, respeitando o tempo de cada paciente e garantindo um acompanhamento contínuo, com suporte da equipe durante todo o período”, explicou.
Organização do funcionamento — A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informa que, neste início de funcionamento, a porta de emergência obstétrica da Maternidade e Hospital da Criança está acolhendo, por demanda espontânea, prioritariamente gestantes em período expulsivo ou em condições clínicas que representem risco iminente de vida.
Os demais casos estão sendo atendidos por meio de fluxo regulado, com encaminhamento pela Central Estadual de Regulação de Leitos, como forma de garantir organização, segurança assistencial e melhor direcionamento das pacientes neste momento inicial.
A implantação do complexo ocorre de forma faseada, estratégia adotada em grandes unidades de saúde para assegurar a integração progressiva das equipes, o alinhamento dos fluxos assistenciais e o pleno funcionamento dos serviços com qualidade e segurança. Ao final das etapas, a maternidade contará com 198 leitos em operação, ampliando de forma significativa a capacidade de atendimento materno-infantil na capital.
Os atendimentos pediátricos de emergência ainda não estão em funcionamento nesta fase inicial e serão implantados gradualmente, acompanhando a ativação completa da unidade. A orientação é que, neste momento, os casos pediátricos continuem sendo direcionados para outras unidades de urgência e emergência já em funcionamento.



