Coronel defende recuo do PT e candidatura de Otto ou Leão contra ACM Neto e o candidato de Bolsonaro

Angelo Coronel

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O senador Angelo Coronel (PSD) prometeu, em entrevista para o programa Linha Direta, da Rádio Salvador FM, nesta quarta-feira (2), trabalhar para emplacar a tese de que o PSD ou PP sejam o cabeça de chapa em 2022, cabendo ao PT, caso queira manter-se unido com as siglas no 1º turno da eleição ao governo da Bahia, indicar um candidato para vice-governador. 

“Tenho a tese que time que não joga não tem torcida. Mais de 50% das prefeituras nos apoia [o PSD]. Não vejo porque sempre sermos convidados para ser coadjuvante. O PT governou a Bahia nos oito anos de Wagner, oito anos de Rui [que completa em 2022] e não vejo nada de mais em o PT abrir mão e apoiar um candidato do PP ou PSD. Será mais uma opção para os eleitores baianos”, destacou Angelo Coronel. 

O senador Jaques Wagner (PT) já admitiu que será o candidato ao governo do estado pelo PT.  

O parlamentar baiano defende que é necessário mudar o “modus operandi” no grupo que comanda a Bahia há 15 anos. Ele afirma que o PT poderá indicar um nome a vice-governador ou, em caso de manutenção da candidatura pelo partido de esquerda, o PP e o PSD poderão seguir juntos, construindo um cenário de duas candidaturas da base do governo.

“O nome de nosso partido é de Otto Alencar. Ele termina o mandato em 2022 e quer continuar na vida pública. Evidente que o PP e PSD vão dialogar e ver quem será o candidato, se Otto Alencar ou João Leão; se um sair para o governo, o outro sairá para o Senado. O Senado em 2022 só terá uma vaga, será uma eleição mais dura. Fica a vaga de vice-governador que tentaremos atrair um outro partido para fecharmos. O senador Wagner tem mandato. O PT poderia indicar o vice na chapa que estou lançando, é esse o gesto que eu espero”, pontuou Coronel. 

O senador do PSD afirma que a candidatura de Otto Alencar (PSD) não provocará um enfraquecimento na base do governo. Ele avalia que o seu partido tem quase 80% dos eleitores no interior, o que poderia dar um vitória em caso de enfrentamento contra ACM Neto (DEM), quem afirma ter uma base forte na capital. Ele afirma que caso o PT opte por manter uma candidatura, os partidos podem se unir em um eventual segundo turno, caso não haja uma campanha depreciativa entre as candidaturas da base. 

“Não vamos aceitar 45 dias de campanha depreciativa, sermos atacados lá atrás e achar que uma semana depois estaremos rindo. Nesse cenário teremos  ACM Neto como o candidato da direita, um candidato da extrema-direita apoiado por Jair Bolsonaro, um de centro, com a união PSD e PP, e o candidato da esquerda liderado pelo PT. Espero que o PT, que tem pessoas inteligentes, indiquem um nome para compor. Se não indicar, teremos que ir, como diz no interior, para o pau”, ressaltou Coronel.

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