A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, revelou, oitiva da CPI da Covid, que o hacker do programa TratCOV é um jornalista do Amazonas chamado Rodrigo Menegatti.
“Ele não conseguiu hackear, o sistema é seguro. Foi uma extração indevida de dados, o termo técnico não é hackeamento. Ele[TratCOV] não foi colocado no ar. Foi uma extração indevida por um jornalista. Ele abrigou nas redes sociais e começou a fazer simulações fora do contexto epidemiológico, causando prejuízo para sociedade. Decidimos retirar a plataforma do ar e afastar o servidor responsável. Feito boletim, contratamos o presidente da associação nacional de perícia forense, que comprovou a invasão e a retirada dos dados”, destacou Pinheiro.
TratCOV
A secretária afirmou que o TratCOV seria uma “ferramentas de auxílio e diagnóstico médico”, a ser utilizado no “isolamento dos casos comprovados e no acompanhamento dos casos suspeitos”.
Mayra afirmou que havia apenas um protótipo do TratCOV, que foi apresentado no dia 11 de janeiro no Amazonas, mas que não foi aberto para o público externo para o uso, o sistema dependia da inclusão dos dados médicos.
“Isso é igual a dengue. A ferramenta médica de diagnóstico é extremamente útil no contexto da Covid”, destacou Mayra Pinheiro.
O senador Omar Aziz (MDB), presidente da CPI da Covid, questionou a médica sobre os motivos do TratCov não voltar ao ar, já que poderia ter salvado vidas e não teve seu sistema violado: “Porque a senhora não colocou o aplicativo no ar, doutora! A senhora poderia ter salvador vidas”.
Mayra afirmou que o TratCov está passando por mudanças e que irá retornar ao ar em breve.



