Paulão do Caldeirão cita servidores da prefeitura e associações que apoiaram Colbert Martins na CPI da Cesta Básica

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A CPI da Cesta Básica na Câmara Municipal de Feira de Santana, começou de forma morna. 

O aguardado depoimento do vereador Paulão do Caldeirão (PSC) foi rápido e baseado quase que inteiramente em notícias da mídia, de vídeos e fotos que circulam na cidade durante o período eleitoral. 

Ainda se classificando como aliado do prefeito Colbert Martins (MDB), o parlamentar evitou citar ou fazer acusações contra o prefeito do município. Ele afirmou em depoimento que também existia uma esquema para distribuição de leite em troca de votos.  

“É público e notório, em diversas matérias de jornais, sites, redes sociais, muitas denúncias de irregularidades que ocorreram, tanto na secretária de assistência social quanto na distribuição de cesta básica em Feira. A denúncia é clara, escrita, em vídeo, Feira tem conhecimento. Elas foram liberadas em tempo recorde. As cestas não foram entregues no almoxarifado das prefeituras”, explicou Paulão.

Paulão do Caldeirão evitou fazer críticas diretas ao prefeito Colbert Martins e mostrou prints das redes sociais / Foto: Reprodução Câmara de Feira de Santana

O vereador disse que as irregularidades que teve conhecimento foram realizadas nos bairros de Lagoa de Subaé e Feira Nove. Paulão citou os nomes de lideranças que apoiaram Colbert Martins e de empregados da Prefeitura de Feira de Santana.  

“Havia um local em Lagoa Subaé onde as cestas básicas foram distribuídas. Em uma casa de material de construção, por uma pessoa de prenome gringo, funcionário da Prefeitura; tanto ele como seu pai, e seu filho. Por seu Emerson, chefe da juventude de Feira. Aqui está outra foto comprovando as irregularidades, e aqui está o leite. O Leite foi entregue na associação dos moradores do Feira Nove, pela presidente de prenome Michele. Aí tiraram de Michele e estava sendo entregue no material de construção: MG-Material de Construção”, denunciou o parlamentar.  

O parlamentar, receoso, disse que durante seu interrogatório estava sendo “oprimido” e que enviou cópias de um CD que foi entregue na CPI para outras pessoas: “Coloquei na mão dos meus advogados e de meus amigos, a gente sabe como é a covardia”.

“Foi por dispensa de licitação, porque a pressa era muito grande”, denunciou o vereador Paulão, sobre uma licitação da Prefeitura de Feira de Santana ao custo deum milhão e quinhentos mil reais para compra de cestas básicas que foram distribuídas no período eleitoral.

A associação apontada pelo parlamentar é a Associação de Moradores do Feira IX, que estaria sob gerência de uma pessoa de prenome Michele. O diretor da Divisão da Juventude e Infância da Secretaria de Desenvolvimento Social, é quem ele identificou como Emerson, e de um acompanhante apelidado de “Jau”. A entrega de cestas básicas teria sido supervisionada por um ocupante de cargo de confiança do Governo Municipal e político local conhecido como “Gringo”. 

Ele propôs também que a CPI busque ouvir o proprietário da loja de material de construção, o dirigente do jornal Folha do Estado, Humberto Cedraz, e de redatores do veículo, pelas denúncias publicadas:  “Todos podem ser muito úteis”, observou Paulão. O vereador do PSC também lembra que “alguns ex-vereadores estão dispostos a falar”, mencionando Zé Filé. E disse que o atual vereador Pedro Cícero é possuidor de vídeo importante “para o esclarecimento dos fatos”.

Silêncio

O vereador Paulão (PSC) evitou responder aos questionamentos de membros da CPI da Cesta Básica, ficando em silencia em boa parte do tempo após inquirição do presidente, o vereador Emerson Minho (DC).

O vereador Jurandy Carvalho (PL) criticou o vereador Paulão e cobrou provas sobre suas denúncias: “com tanto achismo do vereador Paulão, achei, peguei na imprensa, eu vi, está no blog de lá, de cá, jornal grande Bahia, estado, quero saber o que há de concreto nessa denúncia das cestas básicas”.

O vereador Pastor Valdemir Santos (PV) foi outro que ironizou o fato de Paulão basear parte do seu depoimento em denúncias que viu na imprensa e nas redes sociais: “Acredito que seria bem melhor para comissão, teria descanso um pouco mais, se a comissão tivesse ido nas redes sociais. O que foi dito aqui nada comprovado, vi nas redes sociais”. Ele acusou a relatora da CPI da Cesta Básica, a vereadora Eremita Mota (PSDB), de aconselhar o depoente.

Próximos passos

O próximo a ser convocado pela CPI da Cesta Básica, em data a ser agendada, será Pablo Roberto, atual secretário de Agricultura e ex-titular da pasta de Desenvolvimento Social. Nomeado suplente da CPI, Paulão  pediu renúncia do cargo, o que foi  aceito pelo presidente. A comissão informará à Mesa a necessidade de indicação de seu substituto. 

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