Visitando o município de Feira de Santana para conhecer as instalações do antigo Feira Tênis Clube, que está se transformando em um centro educacional voltado principalmente para pessoas com deficiência, o ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, reafirmou que a indicação de João Roma para o ministério da Cidadania não partiu dele, mas que foi uma tentativa de Jair Bolsonaro de pressioná-lo por apoio.
Roma aceitou o cargo em março de 2021, deflagrando uma crise entre ele Neto, seu tutor político e amigo de longa data.
Apresar de não ter indicado e ter rompido relações com o agora ministro da Cidadania, o ex-prefeito de Salvador pontuou que não torce contra o sucesso do deputado federal licenciado no governo Bolsonaro, e destacou que espera recurso federais para Bahia.
“Procurei deixar claro que não tive nenhuma participação na escolha do João Roma como ministro da Cidadania. Nem da dele, nem de ninguém. Em hora nenhuma discuti com o governo federal troca de espaços, indicação de cargos. Eu não gosto de fazer política assim, quero ter liberdade pra dizer tudo que penso e muitas vezes critiquei decisões que eu achei equivocadas por parte do governo federal, então, jamais admitiria sentar pra discutir troca de cargos ou indicação de ministros; Portanto, não tive nenhuma responsabilidade na escolha do deputado João Roma. No mais é torcer para que o governo trabalhe pela Bahia. Eu não torço contra, não sou mesquinho, nem pequeno. A Bahia tem que estar em primeiro lugar. Agora vamos continuar cobrando com toda firmeza”, destacou Neto.
Acompanhado de Zé Ronaldo e de Colbert Martins, o presidente nacional do DEM sinalizou que o ex-prefeito de Feira deverá ter um lugar especial na majoritária em 2022. Ronaldo é cotado para disputar a vaga que abrirá no Senado Federal, com o término de mandato do senador Otto Alencar (PSD).
Em 2018, após um recuo de ACM Neto no limite do prazo eleitoral, o ex-prefeito de Feira foi escolhido como o candidato ao governo do estado, sendo derrotado por Rui Costa, com quase o triplo de voto.
Questionado sobre quem estará no palanque do DEM em 2022, se Lula ou Bolsonaro, ACM Neto sinalizou opção por uma terceira via. Ele destacou que irá retomar com o projeto de visita presencial ao municípios, parado por causa da 2º onda da Covid-19.
“Não sei, não tenho bola de cristal, não sou adivinho. Uma coisa eu digo: eu torço pra que no Brasil tenhamos a possibilidade de não ficar presos a essa polarização, ou seja, a gente poder ter outros nomes de maior moderação, equilíbrio, pra distensionar desse radicalismo, direita de um lado esquerda do outro, nós contra eles. Eu não gosto de fazer política assim. Que no Brasil, outras alternativas possam ser construídas pra que o eleitor tenha opção de escolher. Não dá pra gente tão cedo se conformar que a política inevitavelmente ficará radicalizada”, destacou o presidente nacional do Democratas.



