Senadores que fazem oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), estão na torcida para que o ex-presidente da Casa, Renan Calheiros (MDB-AL), assuma à presidência ou a relatoria da CPI da Covid, instalada no Senado Federal na última terça-feira (13).
“A leitura é que Renan blindaria governadores — inclusive, por ter um filho governador — e que teria chances de mostrar uma atuação mais forte contra o Planalto, por ser crítico costumaz do governo. Mas, caso isso não ocorra, integrantes da oposição também não veriam com os piores olhos o nome de Eduardo Braga”, diz Guilherme Amado, da Época.
O Palácio do Planalto já sabe que não conseguirá formar uma maioria governista na comissão parlamentar, e por isso trabalha para que ao menos o relator e o presidente não sejam membros da oposição.
Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Ciro Nogueira (PP-PB) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) – líder do bloco de Oposição e um dos criadores da CPI – são os cotados para relatoria e presidência da comissão, o governo trabalha para afastar Rodrigues e Calheiros, críticos mais ácidos do governo Bolsonaro.
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