Divergências ideológicas e acordos políticos são entraves à união de centro

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Divergências no campo ideológico, na agenda econômica e alianças regionais atrapalham um possível coalisão em torno de uma candidatura única unindo PSDB, DEM e PDT.

Das 27 unidades da federação, DEM, PSDB e PDT estão no mesmo campo político em apenas oito estados; tratando dos dez estados mais populosos do país, há chance de convergência apenas na Bahia e no Ceará.

“É difícil falar em consenso, mas vamos trabalhar por uma convergência. Não há outra opção: ou centro se une ou ele se pulveriza e desaparece”, afirma o deputado federal Efraim Filho (PB), líder do DEM na Câmara dos Deputados, em entrevista à Folha.

“A possibilidade de uma candidatura única veio à tona dias atrás, após um manifesto em defesa da democracia assinado pelos presidenciáveis João Doria (PSDB), Eduardo Leite (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Luciano Huck (sem partido) e João Amoêdo (Novo). Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi afirma ao jornal paulista que a carta pela Democracia, aponta para uma aproximação de opostos, mas afirma que ainda é prematuro falar em uma possível aliança eleitoral. O PSDB, pr sua vez, tem atuado para isolar os bolsonaristas do partido e buscado pontes com a centro-esquerda”, diz matéria da Folha.

Maiores partidos que assinaram a carta pela democracia, PSDB, DEM e PDT fazem parte da base aliada dos governadores de Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Espírito Santo, Amapá e Acre.

Na visão de Carlos Lupi, as divergências nos estados não devem ser um entrave para uma composição da sigla com partidos da centro-direita no plano nacional.

“Um bom palanque nacional pode puxar para cima o palanque local, mas o contrário dificilmente acontece. E sempre há a possibilidade de palanques duplos ou de neutralidade”, afirmou Lupi.

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