Após ser duramente criticado pelo governador Rui Costa (PT), o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins (MDB), afirmou que não tratará do “desespero político do governador” e que seguirá cobrando ações mais efetivas por parte do estado, no aspecto da Segurança Pública, em Feira de Santana.
A cidade tem registrados há dois meses duas mortes por dia, segundo o gestor da Princesa do Sertão.
“Eu fiz uma observação sobre a violência em Feira. Foram 46 assassinatos no mês passado e 45 até hoje. E a responsabilidade da segurança pública na Bahia é do governador. A Constituição prevê que o presidente da República é o comandante supremo das Forças Armadas, quem manda na polícia é o governador; é isso que está na Constituição da Bahia e do Brasil. Eu estou cobrando que o governo haja em Feira para mudar isso”, destacou Martins.
O prefeito de Feira destacou que o número de Companhias da Polícia Militar na cidade é insuficiente e criticou a desvalorização que o policial militar tem sofrido na gestão Rui Costa: “Incomoda muito dizer que Feira tem quatro Companhias da Polícia Militar e Salvador tem cinco só na orla: uma na Barra, uma no Rio vermelho, Boca do Rio e em Itapuã. Feira tem quatro, e uma delas ainda, além de atuar na cidade, assiste a zona rural, Tanquinho São Gonçalo. Está claro que o número é insuficiente. Incomoda dizer que a PM está há sete anos sem aumento. É preciso que ele, como governador, corrija essa situação”.
O governador afirmou em entrevista na manhã desta segunda-feira (31), que se não fosse o governo do estado, Feira de Santana não teria educação fundamental. Ele disse que o município está abandonado.
“Eu estou cobrando e vou continuar cobrando a responsabilidade do governo, para que faça sua parte. A nossa parte sabemos fazer, que é cuidar da educação infantil e fundamental. É preciso que ele faça dele [cuidar da Segurança Pública], que não está fazendo”, criticou o prefeito da Princesa do Sertão.
Ao ser questionado sobre o discurso de Rui Costa (PT), que ligou Colbert Martins ao presidente Jair Bolsonaro, o gestor de Feira respondeu: “Isso deve ser desespero, um grande desespero. Eu feito minha parte e até aqui tenho tido uma relação respeitosa com o governador e vou continua a ter, como ele foi ele para gerir o estado e eu parar gerir Feira de Santana. Do desespero político do governador eu não vou tratar, vou seguir cobrar segurança pública. A Bahia tem hoje a pior segurança pública de todos períodos político em que vive e o governador é responsável e precisa agir”.
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