Em entrevista à Rádio Piatã FM nesta quarta-feira (22), o deputado estadual Sandro Régis (União Brasil), rebateu as declarações de governistas que afirmam que, a oposição está lutando contra a segurança pública na Bahia.
“É bom ressaltar que a bancada de oposição, todos os projetos de segurança pública, a bancada, independente do líder que esteja no momento, tem votado a favor. Nós, como deputados de oposição, nós não queremos o quanto pior, melhor. Muito pelo contrário. Nós estamos fazendo nosso papel e dando a nossa contribuição. Como é que o deputado contribui? No parlamento é votando a favor ou contra. E todos os projetos que o executivo encaminha para a Assembleia, a oposição sempre tem ajudado a aprovar em relação à questão de segurança”, cravou.
O parlamentar pontuou que está tranquilo pois a oposição está fazendo seu papel e está sempre colaborando nas ações que se refere ao combate da criminalidade no estado.
“Então, nós temos feito, nós podemos falar com muita tranquilidade que os deputados de oposição da Bahia têm feito o seu papel. Agora, o que está faltando é a gestão. O que está faltando é que o governador realmente consiga enxergar os problemas que o estado atravessa em relação à segurança pública. Não dá para o cara ir para a rádio, para a televisão e dizer que a Bahia vai tudo bem. Que tem políticos que ficam querendo criar terror em relação à segurança. Nós, baianos, sabemos o que nós estamos vivendo”, continuou.
Régis ainda destacou que a violência na Bahia está em nível tão alarmante que em alguns municípios o crime organizado decreta toque de recolher e, em outros, a polícia só consegue trabalhar em função da parceria com prefeitos e/ou outras entidades.
“Tem cidades do interior da Bahia com 20 a 21 mil habitantes que já tem toque de recolher. Às delegacias, se os prefeitos ou as entidades de classe não ajudarem, a viatura não roda. Então, a gente tem aqui que frisar que a polícia militar e a polícia civil, eles procuram ajudar. Eles procuram fazer o seu papel também. Só que é uma guerra desigual. Porque a nossa polícia não está preparada e nem estruturada para esse embate. O que você vê hoje é que a polícia está acuada e muitas vezes quando o policial vai para o enfrentamento, ele é punido pelo próprio governo”, finalizou.



