“Situação do vice foi constrangedora”, diz Bruno Reis

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O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), voltou a falar sobre os bastidores políticos da formação da chapa governista na Bahia e definiu como “constrangedora” a condução do processo envolvendo o atual vice-governador, Geraldo Júnior (MDB).

Em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia nesta quarta-feira (15), o chefe do Executivo soteropolitano, disse que houve uma série de tentativas de substituição do nome do vice, com convites feitos a diversos atores políticos, o que, para ele, expôs fragilidade e falta de definição dentro do grupo governista liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).

“Realmente a situação do atual vice foi uma situação no mínimo constrangedora. Porque quando você tem um vice, ou previamente você define um outro projeto para o vice, ou nem sequer se coloca em discussão”, declarou.

O gestor afirmou que, inicialmente, havia mencionado cerca de 10 nomes sondados para ocupar a vaga de vice na chapa, mas que o número real ultrapassaria 20 lideranças políticas consultadas.

“Nessa entrevista aí eu falei em 10, mas na verdade foram mais de 20 nomes. Mais de 20? Mais de 20 nomes”, acrescentou.

Dentre os nomes citados pelo prefeito estão o deputado federal Diego Coronel, o senador Angelo Coronel e a empresária Eleusa Coronel, que, de acordo com Bruno Reis, teriam recebido convite para compor a chapa governista.

“A começar por Diego Coronel, por Angelo Coronel, por Eleusa Coronel, que todos os três foram ofertados à vaga de vice para continuar na base do governo”, continuou.

Para ele, a movimentação revela uma disputa interna motivada por interesses políticos do Partido dos Trabalhadores (PT).

“Naturalmente, pela ânsia de poder do PT, só eles, primeiro eles, depois eles, e agora tem uma chapa de petistas, a panelinha deles”, pontuou.

A afirmação acontece após troca de críticas com o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (MDB), que rechaçou falas anteriores de Bruno Reis sobre o tema e relembrou articulações políticas envolvendo o próprio prefeito em eleições passadas.

Apesar do embate, o prefeito reiterou que, na visão dele, a condução do processo demonstra desalinhamento dentro da base governista e apontou que parte dos nomes sondados optou por não integrar o grupo.

“Então, tomaram a decisão de não seguir, porque queriam um novo projeto para a Bahia de marchar ao nosso lado. Mas se você começar a contar a partir daí, esse número passa de 20”, finalizou.

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