O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou em entrevista à Rádio Baiana FM nesta terça-feira (14) que o principal debate eleitoral deve estar centrado nos problemas da Bahia, e não em disputas nacionais.
Ao ser indagado sobre possíveis impactos eleitorais ligados ao eleitorado bolsonarista, o postulante ao Palácio de Ondina defendeu que o cenário estadual deve ser tratado de forma independente das preferências presidenciais. De acordo com ele, há hoje um entendimento crescente de que “os interesses da Bahia precisam prevalecer”.
“O desejo de mudança dos baianos no plano estadual não se confunde com preferências pessoais para presidente da República”, declarou. Para Neto, adversários tentam trazer a discussão nacional para “desviar da questão principal”, que, segundo ele, envolve críticas à atual gestão estadual.
O pré-candidato voltou a classificar como “fraca” a gestão do atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), e afirmou que existe um esgotamento da população após duas décadas de administrações ligadas ao PT no estado. “O povo teve muita paciência. Esperaram 20 anos e agora isso se esgotou”, acrescentou.
O ex-chefe do Executivo soteropolitano ainda aproveitou a oportunidade para ressaltar a reaproximação com o ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL). De acordo com ele, a união entre lideranças da oposição tem como objetivo evitar a divisão do eleitorado e aumentar as chances de alternância de poder.
“Se a gente não estivesse junto, ia entregar ao PT de bandeja, permitindo uma reeleição de um governador que não merece continuar”, continuou. O ex-gestor também destacou que pretende dialogar com diferentes partidos e lideranças, mantendo o foco na realidade local.
Ao concluir, Neto admitiu a importância do debate nacional, mas reforçou que sua prioridade será a Bahia. “Eu espero que haja mudança no Brasil, mas sem perder a concentração no que mais importa, que é a Bahia”, finalizou.



