Cacique do partido afirma que legenda está aberta a novos militantes, mas não aceita ser “barriga de aluguel” em negociação política; reforça que Geraldo Júnior é o nome do MDB para a vice.
O ex-ministro e cacique do MDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, revelou nesta segunda-feira (30) que manteve uma conversa com o deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil) , em meio a rumores de que o parlamentar estaria sendo sondado pelo PT para compor a chapa governista como vice-governador. Em publicação nas redes sociais, Geddel esclareceu a posição do partido e reafirmou que a vaga já está comprometida com Geraldo Júnior.
“Tive a pouco, por iniciativa minha, uma conversa com meu amigo Elmar Nascimento. Faço política como toco a vida: aberto, sem subterfúgios, dizendo o que pensa, agindo com lealdade e franqueza”, escreveu Geddel.
MDB aberto, mas com regras
O cacique do MDB afirmou que a legenda está aberta a receber novos militantes, mas dentro de uma lógica de crescimento e respeito à história partidária. “Com esse espírito, disse a Elmar que o MDB estará sempre aberto a receber tantos quantos queiram participar como militantes, galgando seus espaços, vide o amigo Bruno Reis, mas sempre hermeticamente fechado aos que imaginam possa o partido, com a história do MDB, se prestar ao papel de barriga de aluguel. No MDB, não dá para entrar e já sentar na janela”, afirmou.
Reafirmação da aliança
Geddel lembrou que o MDB apoiou a candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT) em 2022 quando ela era “frágil” e que, desde então, o partido tem Geraldo Júnior como o nome natural para a vice na reeleição. “Quando viemos apoiar a então frágil candidatura de Jerônimo, viemos inteiro, agregando tempo de TV, lideranças boas de briga, militância. Veio um PARTIDO e o candidato a vice, Geraldo Júnior”, destacou.
“Ao se aproximar a reeleição, com a nitidez que nos caracteriza, deixamos claro que, pela lealdade ao projeto, ao governador pessoalmente e ao partido, seria Geraldo Júnior o nome do MDB na chapa, e que não sentaríamos para negociar essa questão”, completou.
Alerta sobre mudança forçada
Geddel também fez um alerta sobre a possibilidade de alteração da chapa por “ato de força ou violência política”, mas disse não acreditar que esse seja o perfil do governador ou do senador Jaques Wagner (PT) , que considera o “grande fiador” dos acordos do MDB na aliança.
A declaração de Geddel ocorre em meio à indefinição sobre a chapa governista, com a oposição já tendo definido sua composição majoritária. O MDB defende a permanência de Geraldo Júnior na vice, posição já endossada por Jaques Wagner e pelo secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola.
O governador Jerônimo Rodrigues, no entanto, ainda não oficializou a chapa, e rumores sobre uma possível substituição têm circulado nos bastidores. O nome de Elmar Nascimento chegou a ser cogitado como alternativa, o que teria motivado a conversa revelada por Geddel.



