O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto (União Brasil), cravou que terá um candidato à Presidência da República em 2026, mas evitou antecipar, neste momento, qual nome apoiará nacionalmente. Em entrevista à Rádio Metrópole nesta quinta-feira (26), ele disse que a definição será anunciada “no momento certo”
Ao falar sobre o cenário da direita e da oposição no plano nacional, o ex-chefe do Palácio Thomé de Souza demonstrou entusiasmo com a possibilidade de o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, se consolidar como nome competitivo na disputa presidencial. Na avaliação dele, a construção em torno de Caiado pode facilitar alianças também no cenário baiano.
“Quero reafirmar: eu terei um candidato a presidente da República. Eu vou declarar, no momento certo, o apoio a um candidato a presidente da República”, cravou.
Ao longo da entrevista, o ex-chefe do Executivo soteropolitano afirmou que ficou satisfeito com as movimentações recentes que, de acordo com ele, apontam para o fortalecimento do nome de Caiado no campo oposicionista. Ele ainda citou o recuo de Ratinho Júnior de uma eventual disputa e destacou que isso pode abrir espaço para maior convergência em torno do governador goiano.
“Fiquei extremamente feliz e vibrei quando vi esta semana que está tudo caminhando para Ronaldo Caiado ser o candidato. Isso naturalmente facilita muito a gente estar num processo juntos”, afirmou.
Neto ainda destacou a relação pessoal e política que mantém com Caiado há mais de duas décadas. Para ele, essa proximidade histórica fortalece a possibilidade de alinhamento entre ambos na construção de um projeto político comum para 2026.
“Caiado é meu amigo da vida toda. A gente tem uma história de mais de 25 anos de trabalho conjunto. Eu brinco dizendo que ele é meu irmão mais velho, ele me chama de meu irmãozinho mais novo”, acrescentou.
Ao ampliar o foco para a disputa na Bahia, o postulante ao Palácio de Ondina disseque vem dialogando com diferentes correntes políticas que estejam dispostas a enfrentar o PT no estado. De acordo com ele, esse é hoje o principal objetivo de sua articulação política.
“Tenho dialogado com todas as correntes que estão dispostas a enfrentar o PT na Bahia, que é o nosso principal propósito e objetivo”, acrescentou.
Nesse contexto, o ex-gestor citou o PL como um dos partidos já posicionados ao seu lado no campo oposicionista e mencionou o nome de João Roma como pré-candidato ao Senado. Ele ainda mencionou senador Angelo Coronel (Republicanos) como nome que pode integrar a composição majoritária. Segundo ele, a montagem da chapa segue em curso e deve continuar sendo construída com base no diálogo entre forças políticas que se colocam em oposição ao grupo governista na Bahia. Apesar da sinalização nacional, ele reforçou que ainda não irá antecipar uma definição presidencial.
“Eu não vou precipitar uma decisão sobre o meu posicionamento, mas vou ter candidato a presidente”, concluiu.



