Em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia nesta quinta-feira (19), o vereador de Salvador, Randerson Leal (Podemos), declarou que a sigla que ele pertence está intensificando articulações para ampliar suas bancadas na Bahia, mirando especialmente as eleições proporcionais. De acordo com o edil, a estratégia segue uma orientação direta da presidente nacional da sigla, Renata Abreu que esteve em Salvador recentemente para alinhar os próximos passos do partido no estado.
“Nós temos uma missão dada pela nossa presidente nacional, a deputada Renata Abreu. Ela esteve aqui em Salvador em fevereiro, se reuniu com a gente no Podemos, eu, o vereador João Cláudio, o nosso presidente estadual, o ex-deputado Heber Santana e deu missão pra gente pra que a gente possa ampliar as bancadas de federal, deputado federal e deputado estadual. E assim nós estamos fazendo, nós estamos costurando, conversando, dialogando, trazendo pessoas”, declarou.
Durante a entrevista, o vereador confirmou que há diálogo com nomes considerados competitivos para as próximas eleições, incluindo o de Carlos Muniz Filho, filho do presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB).
“Um dos nomes, obviamente, é o do então candidato Carlos Muniz Filho, a prioridade seria o filho do nosso presidente da Câmara Municipal, para que ele possa se filiar ao Podemos e disputar uma cadeira na Câmara Federal”, acrescentou.
O líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador, pontuou que o partido se tornou mais atrativo após mudanças recentes em sua composição, mencionando a saída do deputado federal Raimundo Costa para outra legenda.
“Hoje o Podemos é muito atrativo. Nós temos a condição necessária para qualquer candidato que queira avançar e ganhar a eleição para deputado federal e deputado estadual também, muito boa para quem quer ser candidato, para quem está iniciando a vida política”, continuou.
Ao concluir, o vereador também revelou o interesse da sigla em atrair o próprio presidente da Câmara de Salvador para o partido, ainda que reconheça entraves no curto prazo por conta da legislação eleitoral. Apesar das conversas, ele ressaltou que ainda não há definição sobre filiações.
“Eu tenho falado lá na Câmara Municipal que o tapete estava estendido para ele. Que não seja agora, porque não tem janela partidária, mas se não for agora, que possa ser em 2028, para que a gente possa fortalecer aqui a bancada da Câmara Municipal. Ainda não existe nenhuma afirmação, nenhum batido de martelo. E será uma honra recebê-los aqui no Podemos”, finalizou.



