Prefeito de Bom Jesus da Lapa diz que compromisso com ex-governador é “covatice não apoiar”, mas sobre o senador petista pondera: “Angelo Coronel tem ajudado a cidade”
O prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro (PSD) , afirmou nesta segunda-feira (16) que já tem posição definida para parte das eleições majoritárias, confirmando apoio ao ex-governador Rui Costa (PT) para uma das vagas ao Senado. No entanto, ao tratar do segundo voto, o gestor deixou o senador Jaques Wagner (PT) em segundo plano e fez questão de elogiar o senador Angelo Coronel (ex-PSD) , que rompeu com o grupo governista e hoje integra a oposição.
“Eu fui secretário de Rui Costa. Seria uma covardia minha não apoiá-lo. Ele me deu a honra de ser secretário de Estado, algo que poucos conseguem, e eu tenho um compromisso”, declarou Eures, justificando a decisão com base na relação política construída quando integrou o governo estadual.
Provocação a Wagner e defesa de Coronel
Apesar da definição em relação a Rui Costa, Eures Ribeiro disse que ainda não decidiu quem receberá seu segundo voto para o Senado. Ao mencionar o nome de Jaques Wagner, candidato à reeleição pela chapa governista, o prefeito desconversou e tratou de destacar a atuação de Ângelo Coronel, que hoje está na oposição.
“Não estou decidido se vou apoiar Jaques Wagner. Angelo Coronel vem ajudando a cidade, votou em mim aqui no município e me ajudou. Então eu preciso discutir isso com o meu grupo”, explicou, deixando claro que a fidelidade ao senador petista não é automática. A fala é rusga da eleição de 2024, onde Wagner foi ao município fazer campanha contra ele.
Diálogo com Otto Alencar e grupo local
Eures informou que já comunicou sua posição ao senador Otto Alencar (PSD) , líder de seu partido na Bahia. “Liguei para o senador Otto ontem e falei que o apoio a Rui Costa está certo, mas que o segundo voto ainda não está definido”, afirmou.
O prefeito lembrou que a orientação do PSD na Bahia, definida por Otto Alencar, é de apoio aos dois nomes da chapa governista para o Senado. Mesmo assim, disse que pretende tomar a decisão de forma coletiva com seu grupo político local.
“Vou sentar com o grupo político de forma madura para construir o segundo voto. Pode ser que eu apoie, pode ser que não. Ainda não está certo”, concluiu, mantendo em aberto a possibilidade de não seguir a orientação partidária e apoiar Coronel, o que representaria um gesto de indisciplina e uma provocação direta a Wagner.



