Em entrevista à imprensa durante inauguração da Escola Municipal Maria Constância Moraes de Carvalho, no bairro do Lobato, na manhã desta segunda-feira (19), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil) disse que a Prefeitura decidiu não antecipar créditos de precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério para evitar prejuízo financeiro ao município.
De acordo com o chefe do Palácio Thomé de Souza, a antecipação desses valores significa vender um crédito futuro com desconto para instituições financeiras, o que reduziria o montante que seria recebido pelo município.
“Antecipar crédito do Fundef é vender um crédito que você tem para receber com desconto. Ou seja, vender o crédito dos professores antecipado. Na prática é isso”, declarou.
Ainda segundo o gestor, a prefeitura optou por aguardar o pagamento integral do recurso, em vez de negociar o valor com bancos.
“A prefeitura tem um crédito para receber de precatório do Fundef. Cadê que eu vendi? Não vendi por quê? Porque tem gestão fiscal, tem organização”, continuou.
O gestor ainda aproveitou a ocasião para destacar que a operação não faria sentido do ponto de vista financeiro.
“Não justifica você vender, dar um desconto, receber R$ 70 milhões se você pode receber R$ 100 milhões no seu próprio governo”, concluiu.



