Deputado afirma que repasses do Banco Master a empresa de consultoria do ex-prefeito são fruto de serviços lícitos e critica “vazamento seletivo” com motivação eleitoral; usa fala atribuída a Jaques Wagner para atacar gestão de Jerônimo Rodrigues.
O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) nesta quarta-feira (11) para defender o ex-prefeito ACM Neto após a divulgação de um relatório do Coaf que aponta repasses de R$ 3,6 milhões do Banco Master e da Reag Investimentos a uma empresa de consultoria do pré-candidato ao governo.
Ribeiro argumentou que as movimentações financeiras são legítimas e ocorreram enquanto Neto não ocupava cargo público. “Quando você quer cuidar da sua vida e trabalhar direito, você faz contratos, presta serviços, recebe a remuneração e paga impostos. Foi esse caminho que ACM Neto prosseguiu”, afirmou.
O parlamentar classificou a exposição dos dados como um “vazamento seletivo” com motivações eleitorais, visando atingir o pré-candidato em um momento de desgaste da atual gestão estadual. “A gente sabe que em ano de eleição, com o pulsar das urnas, os ânimos se exaltam daqueles que estão no poder e querem desviar a atenção para outros temas que não são importantes”, pontuou.
Crítica ao governador
Luciano Ribeiro aproveitou o discurso para subir o tom contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT) . Citando uma fala atribuída ao senador Jaques Wagner (PT) , que teria classificado o atual chefe do Executivo como “mediano”, o deputado usou o termo em linguagem popular para atacar a gestão petista.
“Nosso objetivo mesmo é discutir a Bahia, o que o próprio Jaques Wagner disse: que ele é um governador mediano, que na linguagem popular é um governador ‘meia-boca’”, disparou, contrastando a administração estadual com a “capacidade técnica” de ACM Neto.
Transparência
Ao final, Ribeiro reforçou que ACM Neto já colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição das autoridades e que a prestação de serviços às instituições financeiras ocorreu de forma transparente, com contratos encerrados no início de 2024. “O ACM Neto está à disposição. Ele não cometeu nenhuma irregularidade em uma instituição onde, naquela época, não havia nenhuma suspeita”, concluiu.



