Em Ipiaú, ACM Neto critica possível saída do MDB da chapa governista do PT e fala em “traição política”

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Ex-prefeito afirma que legenda teve “importância decisiva” na eleição de Jerônimo em 2022 e que agora está sendo “desconsiderada”; compara situação com a do senador Angelo Coronel e diz que petistas são “sedentos por poder”.

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) , comentou nesta sexta-feira (6) as especulações sobre a possível retirada do MDB da chapa majoritária liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026. Em entrevista durante evento no município de Ipiaú, no interior do estado, Neto criticou a postura do PT e classificou como “traição política” o eventual afastamento da legenda.

“A decisão da chapa deles cabe a eles, eu não vou opinar isso, mas eu não posso deixar de reconhecer, como fiz a pouco, que o MDB foi um partido que teve importância decisiva na eleição em 2022 para levar Jerônimo Rodrigues ao Governo do Estado. Foi um partido que acabou contribuindo naquele momento para a vitória do PT”, afirmou.

Falta de reconhecimento

Neto destacou a trajetória nacional e estadual do MDB e afirmou que o tratamento dado à legenda dentro da base governista demonstra desconsideração. “O MDB é um partido com importante representação nacional, com história política da Bahia, e que nesse momento está sendo desconsiderado pelo PT e por Jerônimo”, declarou.

O ex-prefeito também fez um paralelo com a saída do senador Angelo Coronel do grupo governista, ocorrida após a definição da chapa com Jaques Wagner e Rui Costa para o Senado. “O que vai acontecer eu não sei. Agora, se eles realmente tirarem o MDB da chapa, é mais uma demonstração de que eles não têm consideração e respeito pelas pessoas que sempre os ajudaram. Já fizeram isso com o senador Angelo Coronel, agora talvez possam fazer com o MDB”, disse.

“Sedentos por poder”

Ao final, ACM Neto afirmou que a decisão cabe ao grupo governista, mas reforçou suas críticas ao que chamou de postura centralizadora do PT. “Aí é uma decisão que cabe a eles, mas que eu considero que seria mais uma traição política por parte do PT, que é sedento por poder. Eles querem todo o poder pra eles, como se fossem donos do estado”, concluiu.

A declaração ocorre em meio a articulações nos bastidores que indicam a possibilidade de o MDB perder a vaga de vice-governador, atualmente ocupada por Geraldo Júnior, para acomodar outros partidos na chapa majoritária. A indefinição tem gerado insatisfação na legenda e aberto espaço para críticas da oposição.

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