Aprovação ao governo fica em 47% e 49% desaprovam; em cenário provável, petista tem 35% contra 26% do senador. Resistência ao sobrenome Bolsonaro divide eleitorado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança nas primeiras projeções para 2026, mas encara uma eleição potencialmente acirrada com o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira (14). A pesquisa também mostra que a aprovação do governo está praticamente empatada com a desaprovação.
No cenário considerado mais provável pelos pesquisadores, que exclui o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula aparece com 35% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro ocupa um confortável segundo lugar, com 26%, enquanto o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), aparece com 9%. Em um cenário que inclui Tarcísio, Lula mantém 36%, Flávio tem 23% e o paulista aparece com 9%.
Apesar da liderança, os números de popularidade do governo mostram estagnação. Atualmente, 47% aprovam a gestão Lula, enquanto 49% desaprovam, um cenário virtualmente empatado dentro da margem de erro e com leve predominância negativa.
A pesquisa também mediu a resistência do eleitorado ao sobrenome Bolsonaro. Para 43% dos entrevistados, um candidato de oposição fora da família teria mais chances de derrotar Lula. Apenas 34% acreditam que alguém com o sobrenome Bolsonaro venceria. A indicação de Flávio pelo pai divide a opinião: 44% acham que Jair Bolsonaro errou, ante 43% que consideram a decisão correta.
Em simulações de segundo turno, Lula venceria todos os adversários, mas com margens variadas. A vantagem mais apertada seria contra Tarcísio (5 pontos) e a mais ampla, contra o deputado Renan Santos (Republicanos), de 20 pontos. Contra Flávio Bolsonaro, a vitória seria por sete pontos (50% a 43%).
A pesquisa foi realizada presencialmente entre 8 e 11 de janeiro, com 2.004 entrevistados e margem de erro de 2 pontos percentuais. Os números indicam um caminho aberto, porém desafiador, para a reeleição de Lula, que enfrenta um eleitorado dividido e a consolidação de Flávio Bolsonaro como principal nome da oposição.



